Os 51 anos da independência de Cabo Verde foram assinalados esta segunda-feira, no Luxemburgo, numa recepção que juntou uma ampla representação do corpo diplomático acreditado no Grão-Ducado. O encontro decorreu no Parc Hotel Belair e teve um cariz sobretudo protocolar.
A data que se comemora remonta a 5 de julho de 1975, dia em que o arquipélago pôs fim a séculos de domínio colonial português e se afirmou como nação soberana. Meio século e um ano depois, a efeméride continua a mobilizar a diáspora espalhada pela Europa. No Luxemburgo, onde a comunidade cabo-verdiana constitui uma das mais antigas presenças de origem africana, a celebração ganhou contornos marcadamente diplomáticos.

À recepção compareceram embaixadores de vários continentes. Marcaram presença o representante de Portugal, Pedro Sousa e Abreu, o embaixador da China, Hua Ning, e o do Japão, Mamoru Nomura, que assumiu funções no final do ano passado. A embaixadora do Ruanda, Aurore Mimosa Munyangaju, integrou igualmente o grupo, a par do cônsul honorário do Brasil no Grão-Ducado, André Bezerril.
A vertente institucional e social luxemburguesa não ficou de fora. A Câmara dos Deputados fez-se representar pelo seu secretário-geral, Laurent Scheeck, enquanto a edilidade de Esch-sur-Alzette esteve presente através de Bruno Cavaleiro. Do lado do movimento sindical, a OGBL foi representada por José Luís Correia. O Letzebuerg Hoje, por seu turno, esteve presente na pessoa de João Santos Gomes. A eles juntaram-se numerosos outros membros do corpo diplomático acreditado no país e representantes de instituições nacionais.

A escolha do dia — esta segunda-feira, alguns dias após o 5 de julho — deveu-se a razões de ordem logística. Nem por isso o encontro perdeu densidade. Para uma comunidade que faz do arquipélago uma referência identitária permanente, cada aniversário da independência é também um momento de reafirmação. E, num país onde tantas línguas e bandeiras se cruzam, a de Cabo Verde teve, por umas horas, lugar de destaque.


