Um filme de terror psicológico produzido com talento nacional vai representar o Luxemburgo na corrida aos Óscares de 2027 e aos prémios Goya. A escolha recaiu sobre «Child», estreia de Cyrus Neshvad na longa-metragem. Concorre em duas frentes. Nos Óscares, disputa a categoria de melhor longa-metragem internacional; nos Goya, os mais importantes galardões do cinema espanhol, a de melhor filme europeu.
A designação partiu de um comité de selecção constituído pela Filmakademie do Luxemburgo, que analisou as candidaturas e debateu longamente antes de decidir. Na fundamentação, os seus membros quiseram destacar o contributo dos criadores e técnicos luxemburgueses e o saber-fazer que atravessa todo o sector cinematográfico do país. «Child» inscreve-se nos códigos do cinema de género. Segundo o comité, a obra revela um cinema local diverso, singular e sustentado no empenho dos profissionais, ao mesmo tempo que ilustra a variedade de narrativas e universos que moldam a criação nacional.
Antes desta longa, Neshvad acumulou curtas-metragens aplaudidas em festivais internacionais. O realizador luxemburguês de origem iraniana chegou mesmo a ser nomeado para os Óscares de 2023, na categoria de melhor curta-metragem de ficção, com «La Valise rouge». Com «Child», dá agora o salto para o formato longo. A obra teve estreia mundial no Raindance Film Festival, em 2026, e chega às salas luxemburguesas em setembro.
A 99.ª cerimónia dos Óscares está marcada para 14 de março de 2027, em Los Angeles; a data dos Goya será anunciada mais tarde. Produzido pela Cynefilms, «Child» reúne Brigitte Urhausen, Anne Klein, Jules Werner, Lydia Indjova, Malik Zidi e Dmytro Yaroshenko, num drama psicológico com laivos de horror de 78 minutos. A história segue Anne e Greg, dispostos a tudo para dar ao filho, com pouco tempo de vida, uma última hipótese de sobrevivência. Depois de ultrapassarem uma linha moral imperdoável, ficam presos num pesadelo em que cada escolha cobra um preço cada vez maior.


