Uma abordagem centrada na prevenção e no diálogo permitiu que a larga maioria dos comerciantes se pusesse em conformidade com as regras de afixação de preços durante as braderies do país. No total, foram fiscalizadas 240 bancas em quatro comunas. A campanha anual saldou-se por apenas dois autos e duas advertências taxadas — um número que a Direcção da Protecção dos Consumidores lê como prova de que apostar na sensibilização compensa.
A operação decorreu ao longo do verão, nas braderies de Echternach, Mersch e Dudelange, e encerrou com a da cidade do Luxemburgo. O objectivo era claro: verificar se as regras de exibição de preços e de descontos estavam a ser respeitadas, garantindo aos consumidores uma informação transparente. Nada de armadilhas nas etiquetas.
Antes de os agentes irem para o terreno, o Governo do Luxemburgo promoveu um webinar dedicado às promoções e às reduções de preços. A sessão esteve aberta a todos os profissionais, independentemente do sector ou de participarem, ou não, nas feiras. A ideia era recordar as principais obrigações legais e ajudar as empresas a acertarem as contas antes da abertura das bancas.
No local, os controlos fizeram-se em duas voltas. De manhã, os agentes analisaram as práticas de afixação e alertaram para eventuais irregularidades; sempre que detectavam uma falha, explicavam de imediato ao comerciante como a corrigir. Ao início da tarde, uma segunda passagem confirmava se as correcções tinham sido feitas. Esta gradação permitiu que quase todos regularizassem a situação a tempo, ficando as medidas repressivas reservadas aos casos em que nada mudara.


