A concentração do vírus responsável pela COVID-19 nas águas residuais voltou a aumentar no Luxemburgo, apesar de o número de infecções confirmadas ter registado uma ligeira descida. Os dados mais recentes das autoridades sanitárias revelam sinais contraditórios na evolução da pandemia, numa altura em que os casos de gripe e de vírus respiratório sincicial (RSV) continuam em níveis baixos.
Entre 12 e 18 de Outubro de 2026, foram confirmados 122 casos positivos de COVID-19, contra 127 na semana anterior. Segundo a Direcção da Saúde do Luxemburgo, os números mantêm-se inferiores aos registados no mesmo período dos anos anteriores. A vigilância das águas residuais revela, contudo, um aumento da presença do SARS-CoV-2, indicador que permite acompanhar a circulação do vírus na população.
Os dados mais recentes de sequenciação mostram ainda que duas variantes dominam as infecções no país. A variante XFG representa 65% dos casos analisados, enquanto a NB.1.8.1 corresponde a 15%. Estas duas variantes concentram, assim, a grande maioria das amostras identificadas pelas autoridades de saúde.
A gripe também começa a dar sinais de actividade, embora sem aumentos expressivos. Na semana 42, os laboratórios notificaram 32 casos, contra 29 na semana anterior. Dos vírus identificados, 79% pertenciam ao tipo A e 21% ao tipo B. A Direcção da Saúde considera que a circulação da gripe permanece globalmente estável e em valores semelhantes aos observados nesta altura do ano em períodos anteriores.
Quanto ao vírus respiratório sincicial (RSV), foram registados cinco casos, contra apenas dois na semana precedente. Apesar desta subida, a circulação continua reduzida. O balanço semanal divulgado pelo Governo do Luxemburgo mostra, assim, que as três principais infecções respiratórias permanecem em níveis relativamente baixos, embora o aumento da concentração do coronavírus nas águas residuais constitua um indicador a acompanhar nas próximas semanas.



