Aviões de combate da NATO levantaram voo na segunda-feira para interceptar aeronaves militares russas sobre a Baía do Báltico. Caças Rafale, provenientes de uma na Lituânia, realizaram a missão em conjunto com apoio de aeronaves da Suécia, Finlândia, Polónia, Dinamarca e Roménia.
De acordo com informações da agência AP, o destacamento russo era composto por dois bombardeiros supersónicos do modelo Tu-22M3, acompanhados por cerca de dez caças Su-30 e Su-35. Os bombardeiros foram acompanhados em diferentes momentos por esses caças de combate.
O Ministério da Defesa russo, em comunicado pelo Telegram, afirmou que o voo de longo alcance era planeado e tinha lugar “sobre águas neutras da Baía do Báltico”, tendo durado mais de quatro horas. Em várias fases da trajetória, os bombardeiros teriam sido acompanhados por caças de outros países.
As forças da NATO frequentemente activam os seus aviões de combate quando as aeronaves russas se aproximam ou contornam o espaço aéreo partilhado. Muitas vezes, os jactos russos voam sem transponder ligado e não estabelecem comunicação com os controladores de tráfego aéreo civis. A missão dos interceptores é, portanto, identificar estes aparelhos.
Nos últimos dias, informa a agência CBS, os caças da NATO foram activados por quatro vezes para interceptar aviões russos. Estas manobras fazem parte de uma série de actividades russas “acima e abaixo” da Baía do Báltico, que incluem alegadas sabotagens a cabos submarinos.
Desde o início da guerra na Ucrânia, as tensões na região do Báltico aumentaram significativamente, mas já antes de 2022 ocorreram incidentes delicados. Um exemplo aconteceu em 2018, quando um caça russo se aproximou de um avião de espionagem norte-americano a uma distância de cerca de seis metros. Num incidente ainda mais próximo, um ano antes, a distância foi reduzida a aproximadamente 1,5 metros.


