O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou a possibilidade de utilizar pelotões de fuzilamento como método de execução, numa manobra para acelerar e ampliar os casos de pena de morte, segundo os meios de comunicação norte-americanos. O anúncio surgiu na última sexta-feira em Washington.
Além de reintroduzir os pelotões de fuzilamento, o Departamento reautorizou a injecção letal com pentobarbital, um fármaco utilizado em 13 execuções durante o primeiro mandato de Donald Trump — um número superior ao de qualquer outro presidente na história moderna. O governo anterior de Joe Biden decidiu retirar o pentobarbital do protocolo federal, citando preocupações sobre a possibilidade de causar dor e sofrimento desnecessários aos condenados.
Essas decisões fazem parte de uma estratégia mais abrangente para retomar as execuções federais, as quais estiveram em moratória durante o governo Biden. Presentemente, apenas três condenados permanecem no corredor da morte federal, após o presidente Biden ter convertido 37 sentenças em penas de prisão perpétua. Entretanto, a administração Trump já autorizou a pedido da pena de morte para 44 réus.
O governo federal nunca havia incluído a execução por pelotão de fuzilamento nos seus protocolos, conforme indicado pelo Death Penalty Information Center. Neste momento, cinco estados dos EUA permitem este tipo de execução: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.


