Um dia inteiro dedicado à língua luxemburguesa junta histórias para os mais novos, um jogo sobre dialectos regionais e um concerto intimista. A celebração decorre a 26 de setembro, no Hall O, e assinala o Dia da Língua Luxemburguesa. A iniciativa parte do município de Differdange e percorre o luxemburguês em todas as suas facetas — das histórias infantis aos falares de cada região, até à criação musical contemporânea.
Sob o título Geschichte mam Lisidisi, Diane Catani conduz histórias e uma oficina destinadas a alunos do ciclo 1.1 ao ciclo 3.1, repartidas por duas sessões. Cada oficina fica limitada a 15 participantes. Croissants e chocolate quente esperam quem se inscrever.
A tarde muda de tom, uma breve apresentação sobre os dialectos luxemburgueses introduz a noite, que prossegue com um jogo-questionário disputado em equipas de até seis pessoas. Para consulta no local, o público terá à disposição uma selecção de obras dedicadas aos falares do país.
O encerramento cabe à música e sobe ao palco o projecto Liewen, de Nicole Bausch — conhecida por Nicool — e do pianista Luca Sales. Depois de anos marcados por provações, tanto no plano pessoal como à escala mundial, nasceu na cantora o desejo de transformar essas experiências difíceis numa obra artística, uma espécie de catarse musical. Procurando um instrumento suave e subtil para dar voz aos seus sentimentos, escolheu o piano. Contactou então Luca Sales, antigo colega de liceu que, depois de concluir estudos de piano jazz em Bruxelas, se afirmou como pianista. Liewen cruza o lirismo de Nicool com as composições do pianista, num fio condutor descrito como tocante, honesto e íntimo.


