O governo japonês, segundo informações publicadas pelo jornal Dong-A, reiterou, no seu relatório anual sobre a diplomacia, que as Ilhas Dokdo são território japonês. Este documento, conhecido como o Livro Branco da Diplomacia, foi apresentado a 9 de abril e destaca o aumento da importância das relações entre Japão e Coreia do Sul, mesmo enquanto as tensões com a China continuam a crescer.
Na reunião do Conselho de Ministros, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Motegi Toshimitsu, apresentou o documento que elucida a posição do Japão sobre as questões internacionais e as direções futuras da sua política externa. O Japão manteve a sua posição de que as Ilhas Dokdo constituem “território histórico japonês, de acordo com o direito internacional”, um argumento repetido constantemente desde 2018.
Além disso, o relatório sublinha a relevância de uma cooperação mais estreita com a Coreia do Sul, referindo-a como uma “nação vizinha importante para a parceria”. Este ano, foi acrescentado que a importância das relações entre os dois países está a crescer ainda mais, um reforço significativo em comparação com a classificação anterior, que era considerada menos prioritária.
Por outro lado, a China foi referida como uma “nação vizinha importante”, tendo a classificação dos laços bilaterais sido, aparentemente, diminuída em relação ao ano anterior, em que era descrita como uma das “relações bilaterais mais significativas”.
O documento também criticou as ações do Irão, que têm causado conflitos na região, referindo ataques a instalações civis de países vizinhos e a ameaça ao trânsito marítimo no Estreito de Ormuz. A posição face ao desenvolvimento nuclear iraniano foi definida como “inaceitável”. Ademais, o governo japonês expressou preocupações sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, as ameaças militares da China e os testes de mísseis da Coreia do Norte, afirmando que a era de relativa estabilidade conhecida como ‘pós-Guerra Fria’ chegou ao fim.
Face a este cenário, especula-se que o governo de Takaichi Sanae, que apela à ideia de um “Japão forte”, poderá acelerar o fortalecimento militar do país. De acordo com a mesma fonte, a diplomacia japonesa está a tomar forma em um contexto global cada vez mais complexo e desafiador.


