As autoridades dos Estados Unidos vão implementar um novo sistema de registo para a obrigatoriedade militar, que, de acordo com informações publicadas pela CNN, começará a vigorar em dezembro. Este novo método permitirá que jovens homens sejam automaticamente registrados no Selective Service System, uma base de dados nacional para a possível convocação militar, como parte de um importante conjunto de leis de defesa aprovado no ano passado.
Este novo registo afetará cidadãos norte-americanos do sexo masculino e outros homens que residem nos Estados Unidos, com idades compreendidas entre os 18 e os 26 anos. Estão também incluídos homens com autorização de residência permanente, refugiados reconhecidos, requerentes de asilo e indivíduos sem estatuto de residência regular. No entanto, aqueles com vistos temporários específicos serão isentos deste registo.
Desde 1973, os EUA mantêm uma força armada composta exclusivamente por voluntários. No entanto, a inscrição no Selective Service System é obrigatória e não implica automaticamente a convocação para o serviço militar, apenas indica que o indivíduo pode ser selecionado em caso de necessidade.
Atualmente, muitos estados exigem que os homens se registrem por conta própria, tipicamente dentro de um prazo de 30 dias após completarem 18 anos. Presentemente, em 46 estados e territórios, a inscrição já ocorre de forma automática, geralmente através dos departamentos de veículos motorizados. Esta automatização representa mais de 60% das inscrições, conforme avançado pela mesma fonte.
A Agência do Selective Service System pretende ligar esta nova forma de registo a outras fontes de dados do governo, abrangendo assim todo o território nacional. Com a nova abordagem, a responsabilidade pela inscrição passará a ser da agência, reduzindo a carga sobre os jovens.
Os homens que não se registrarem estarão a cometer um delito, com potenciais sanções de até cinco anos de prisão e multas superiores a 250.000 dólares. Embora a detenção seja rara, as consequências podem ser severas, impedindo, por exemplo, o acesso a auxílios financeiros para a educação ou a obtenção de determinados empregos governamentais. Para os não cidadãos, a falta de registo pode complicar futuros processos de naturalização.


