Dois furtos de perfumes na capital, condutores interceptados sob o efeito do álcool, uma rixa na Schueberfouer e mais uma burla com falso estafeta compuseram um balanço policial carregado nas últimas horas.
Tudo começou por volta das 12h30, na Avenue de la Gare, junto à estação central, um cliente terá tentado subtrair um perfume. Um agente de segurança conseguiu detê-lo antes da fuga e o objecto foi recuperado durante a revista. Pouco depois, cena semelhante na Rue Alphonse Weicker, no Kirchberg: um suspeito escondeu um frasco sob a camisola e saiu sem pagar. Também aqui o pessoal de segurança travou a saída. Em ambos os casos foi lavrado auto.
A noite trouxe outro tipo de ocorrências. Um automobilista foi sinalizado à polícia por ter arrancado depois de beber. Uma patrulha travou-o pouco depois na Rue Louis Pasteur, em Esch-sur-Alzette. Os sinais eram evidentes e o teste de alcoolémia confirmou-os. Seguiu-se a proibição de conduzir e a apreensão das chaves. Por volta das 02h30, numa rotunda da Rue des Trois Cantons, no Windhof, uma viatura circulava a passo e saía repetidamente da faixa ao abandonar o cruzamento giratório. Os agentes mandaram-na parar de imediato. O condutor apresentava claros indícios de embriaguez e o teste deu positivo. À medida que a intervenção avançava, mostrou-se cada vez menos cooperante. Dado o estado em que se encontrava, e após observação médica, acabou numa cela para recuperar a sobriedade. Ficou-lhe vedada a condução, a título provisório, e a viatura foi apreendida.
Por volta da meia-noite, a Schueberfouer foi palco de confusão. Segundo os primeiros dados, um desentendimento entre um homem e o funcionário de um stand precedeu tudo o resto. O indivíduo, acompanhado por outra pessoa, tinha sido convidado a abandonar o recinto. A troca de palavras degenerou em agressão. Nas imediações, uma patrulha deparou com várias pessoas. Um dos homens tinha ligeiras feridas no rosto, parecia bastante desorientado e revelava sinais de ter bebido. As investigações prosseguem.
Ao mesmo dia pertence outro caso, este bem mais elaborado. Um homem que se fazia passar por carteiro apresentou-se numa morada da Route de Machtum, no Grevenmacher, dizendo trazer uma encomenda. Pela entrega, exigiu o pagamento de uma taxa. Quando a vítima quis pagar em dinheiro, o alegado estafeta respondeu que só aceitava cartão bancário. Depois estendeu-lhe um telemóvel e pediu-lhe que falasse com um suposto superior. Foi nesse intervalo que trocou, sem que a vítima desse conta, o cartão por outro. No próprio dia, já havia levantamentos feitos com o cartão furtado.
O modo de operar não é novo. A Polícia Grã-Ducal já tinha alertado, por diversas vezes, para esta fraude: falsos estafetas pedem um valor reduzido por cartão para entregar uma encomenda e aproveitam o momento para o substituir sem serem notados. O aviso repete-se. Nunca entregar o cartão bancário a terceiros e proteger o código dos olhares alheios. Perante qualquer dúvida, convém interromper de imediato a operação e confirmar junto da empresa de distribuição pelos canais oficiais. A recomendação estende-se, em particular, às pessoas mais idosas, que devem ser informadas e sensibilizadas para o esquema.


