Um bilhete manuscrito descoberto nas páginas de um livro por um recluso está a reacender o debate em torno das circunstâncias da morte de Jeffrey Epstein. Segundo o testemunho do prisioneiro, o bilhete — escrito num papel amarelo arrancado de um bloco de notas — continha palavras que sugeriam uma despedida: “O que queres que eu faça, chorar? É hora de dizer adeus.”
O documento foi selado por um juiz federal no âmbito do processo penal contra o companheiro de cela de Epstein, impedindo que pudesse ser utilizado como prova na investigação oficial sobre a sua morte. A decisão judicial deixou os investigadores sem acesso a um elemento que poderá ser determinante para esclarecer o que aconteceu nas últimas horas de vida do financeiro norte-americano.
A investigação oficial concluiu que Epstein se suicidou, mas a versão não convenceu uma parte significativa da opinião pública. Persistem teorias que apontam para a possibilidade de homicídio, alimentadas pela notoriedade do caso e pelo perfil do próprio Epstein, conhecido pelo seu círculo de relações com figuras de grande influência e poder.
O bilhete, cujo conteúdo só chegou ao conhecimento público através do depoimento do recluso que o encontrou, representa um novo elemento num processo marcado por lacunas e opacidade. As dúvidas que rodeiam a morte de Epstein continuam a condicionar a percepção pública sobre o desfecho do caso, com investigadores a admitir que várias questões permanecem sem resposta definitiva.


