O mundo da arte está prestes a entrar numa nova era com a abertura, em junho, do “Dataland”, o primeiro museu de arte gerada por inteligência artificial (IA) no mundo, localizado em Los Angeles. Segundo o jornal “New York Times”, o espaço será inaugurado a 20 de junho e é uma criação do artista multimedia Refik Anadol e da sua parceira, Epsun Erkilic, que é também artista e colaboradora de longa data.
Após um período de dois anos e meio de preparativos e construção, o Dataland será integrado no complexo cultural “Grand LA”, que abriga outros reconhecidos espaços como o “The Broad”, o “Museum of Contemporary Art” e o “Walt Disney Concert Hall”. Com uma área total de 3.250 metros quadrados, cerca de um terço do museu será dedicado a instalações tecnológicas para a exibição das obras.
O Dataland, que se apresenta como um “museu vivo”, terá como primeira exposição “Machine Dreams: Rainforest”, que explora o tema da “floresta tropical sonhada por máquinas”. Este projeto foi desenvolvido utilizando um modelo de IA denominado “Large Nature Model”, que foi treinado com dados ecológicos abrangentes relativos a climas e vegetação para criar uma floresta tropical virtual transformada em arte.
De acordo com a mesma fonte, a Anadol Studio cooperou com instituições como o Museu Smithsonian de Washington, o Cornell Lab of Ornithology e o Museu de História Natural de Londres para a compilação de dados que alimentaram a IA. Refik Anadol afirmou: “O Dataland é uma tentativa de redefinir o conceito de arte na era da IA” e expressou o seu contentamento por apresentar o primeiro museu de arte gerada por IA na cidade de Los Angeles, que é um epicentro de inovação nas artes, música, cinema e arquitetura.


