O défice do seguro de doença e maternidade no Luxemburgo deverá atingir 189,6 milhões de euros em 2027, agravando a situação financeira da Caixa Nacional de Saúde (CNS) e abrindo a possibilidade de um aumento das contribuições para a Segurança Social. Segundo os dados divulgados pelo Governo do Luxemburgo, o défice previsto para 2026 é de 133,3 milhões de euros. No próximo ano, as despesas deverão crescer 7%, atingindo 5.572,9 milhões de euros, enquanto as receitas aumentarão apenas 6%, para 5.383,3 milhões.
As reservas do CNS deverão cair para 9,2% das despesas, abaixo do mínimo legal de 10%. Para equilibrar as contas em 2027, seria necessário aumentar a taxa de contribuição de 5,6% para 5,85%, uma subida de 0,25 pontos percentuais. A decisão ainda não foi tomada. Segundo a legislação luxemburguesa, cabe ao conselho de administração do CNS rever a taxa até 1 de Dezembro. Caso isso não aconteça, a responsabilidade passa para a ministra da Segurança Social, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2027.
Para travar o agravamento das contas, o comité quadripartido aprovou propostas destinadas a gerar 95 milhões de euros em poupanças e receitas adicionais, de forma progressiva. As medidas incluem um maior controlo dos custos dos medicamentos, possíveis contribuições da indústria farmacêutica, sensibilização dos profissionais de saúde para prescrições mais criteriosas e uma gestão mais eficiente dos hospitais. Está igualmente prevista a redução da duração dos internamentos, quando clinicamente possível, a partilha de laboratórios hospitalares e o reforço da fiscalização para combater abusos e fraudes.



