A cidade de Santa Marta, na costa das Caraíbas da Colômbia, acolherá, a partir da próxima semana, os países dispostos a avançarem para um mundo com menor dependência do petróleo. Este é o primeiro encontro desde o início do debate internacional sobre a redução dos combustíveis fósseis, que teve lugar na COP30, em Belém.
Há cerca de três anos, os 195 países presentes na COP28, realizada no Dubai, concordaram sobre a necessidade urgente de uma transição “para longe” dos combustíveis fósseis, principais responsáveis pelas mudanças climáticas. No entanto, desde então, este assunto tem perdido relevância nos principais fóruns internacionais, onde poderiam ser encontradas alternativas para este complexo tema.
A iniciativa do Brasil para abrir discussões em Belém bloqueou, de certa forma, a última Conferência do Clima das Nações Unidas. Menos da metade dos países mostraram-se favoráveis a avanços, enquanto outro número semelhante foi contrário. Em resposta, a Colômbia anunciou sua intenção de organizar uma reunião internacional, com o suporte da Holanda.
As economias de todo o mundo dependem, em graus variados, do petróleo, do carvão e do gás. Os conflitos na Ucrânia, e especialmente no Oriente Médio, sublinham os riscos desta dependência e tornam a transição ainda mais premente, até mesmo sob uma ótica económica.
Até ao momento, 50 países confirmaram a sua presença, incluindo Brasil, México, França, Noruega, Reino Unido e Angola, bem como a Comissão Europeia e dezenas de organizações da sociedade civil e entidades governamentais. Durante uma coletiva de imprensa, a ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez Torres, afirmou que o encontro, programado para ocorrer entre 24 e 29 de abril, busca discutir as formas pelas quais os países podem conquistar soberania energética, ao mesmo tempo em que se afastam dos combustíveis fósseis.


