O reforço do apoio europeu à Ucrânia, com o desbloqueio do empréstimo de assistência e a adopção do vigésimo pacote de sanções contra a Rússia, marcou a mais recente reunião do Conselho dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, encontro em que ficou também patente a frustração com a ausência de medidas comunitárias para restringir o comércio com as colónias israelitas ilegais. A reunião decorreu a 11 de Maio em Bruxelas e contou com a participação do vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio Externo do Luxemburgo, Xavier Bettel, que acumula igualmente as pastas da Cooperação e da Acção Humanitária.
A discussão sobre a agressão russa contra a Ucrânia abriu com um briefing presencial do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha. Tratou-se do primeiro Conselho realizado após o desbloqueio do empréstimo de apoio a Kiev e da adopção do vigésimo pacote de sanções, desenvolvimentos saudados pelo representante luxemburguês enquanto demonstração do apoio continuado da União Europeia ao país invadido. O chefe da diplomacia luxemburguesa evocou ainda as cerimónias organizadas na Rússia no âmbito do 9 de Maio, sublinhando que a presença reduzida de altos dignitários estrangeiros nesse evento confirma o agravamento do isolamento internacional de Moscovo. No capítulo do alargamento, o Luxemburgo reiterou o apoio à Ucrânia no processo de reformas necessárias à adesão, recordando todavia que se trata de um processo baseado no mérito e que os critérios estabelecidos têm de ser cumpridos por qualquer candidato.
A agenda dedicou também um momento substancial à situação no Médio Oriente, com particular atenção ao conflito que envolve o Irão, os Estados Unidos e Israel. Perante um cessar-fogo descrito como frágil e com o Estreito de Ormuz ainda bloqueado, Bettel apelou a um reforço da pressão europeia sobre o regime de Teerão. Sobre Israel e a Palestina, o ministro luxemburguês manifestou frustração pelo facto de a União Europeia não ter ainda adoptado medidas concretas para interditar ou reduzir o comércio com as colónias ilegais, instando a Comissão Europeia a apresentar opções concretas para a reunião do Conselho marcada para Junho. Em contrapartida, saudou o acordo político alcançado para a adopção de um novo pacote de sanções dirigido a colonos violentos e extremistas, bem como a membros do Hamas.


