O Governo de Timor-Leste condenou nos termos mais firmes o ataque perpetrado pelo Irão contra os Emirados Árabes Unidos, classificando a ofensiva como uma violação flagrante do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, num comunicado do Presidente Ramos Horta a que o LetzebuergHoje teve acesso.
As forças de defesa dos Emirados interceptaram doze mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e quatro veículos aéreos não tripulados lançados durante a investida, pode ler-se no comunicado do Presidente da República de Timor-Leste.
A ofensiva, registada a 4 de Maio, constitui mais uma agressão não provocada do regime iraniano contra um país árabe que se mantém à margem do conflito que opõe Teerão a Israel e aos Estados Unidos da América.
As autoridades timorenses descrevem o ataque como um acto que desafia abertamente os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e a estabilidade da região do Golfo.
O executivo de Díli apelou à Assembleia Geral e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que advirtam o Irão e impeçam novas ofensivas contra os Estados do Conselho de Cooperação do Golfo. No mesmo comunicado, as autoridades timorenses reafirmaram a sua total solidariedade com o Governo e o povo dos Emirados Árabes Unidos perante as repetidas violações da soberania, independência e integridade territorial daquele país pelo regime iraniano.
A posição oficial de Timor-Leste foi divulgada a 5 de Maio, a partir da capital, Díli.


