A melhoria da segurança dos peões e ciclistas vai passar pela transformação de 21 corredores urbanos, num total de 17,8 quilómetros, e pela reorganização de 30 pontos de ligação na cidade do Luxemburgo. As propostas fazem parte de um novo conceito de mobilidade suave, integrado no Plano de Mobilidade 2035, que pretende tornar as deslocações a pé e de bicicleta mais seguras, confortáveis e acessíveis.
O vereador responsável pela mobilidade, Patrick Goldschmidt, explicou que as propostas resultam de estudos e inquéritos realizados em colaboração com os gabinetes especializados Gehl, LSC 360 e TRAMP. A estratégia prevê intervenções a curto, médio e longo prazo, procurando melhorar as ligações entre bairros, os principais eixos rodoviários e as comunas vizinhas.
Entre os locais identificados para possíveis intervenções a curto prazo encontram-se o boulevard Franklin D. Roosevelt e a avenue Marie-Thérèse, a avenue Jean-Pierre Pescatore, o boulevard Marcel Cahen e a place de France. Estão igualmente abrangidas a rue des Aubépines, entre Val Sainte-Croix e a route d’Arlon, a rue de Trèves e a rue de Cents, a allée Pierre de Mansfeld, a rue de Merl, bem como o boulevard de Verdun e o boulevard Grande-Duchesse Joséphine-Charlotte. Estas intervenções ainda não estão definitivamente aprovadas, dependendo de análises técnicas, financeiras e regulamentares.
O plano contempla diferentes soluções para a circulação de bicicletas, incluindo ciclovias de sentido único, pistas bidireccionais, ruas com prioridade à circulação ciclável e espaços de circulação partilhada. A avaliação das propostas tem em conta a segurança, o conforto, a atractividade e a rapidez dos percursos. Para os peões, considera-se também a qualidade do espaço público. Segundo a Câmara Municipal, a rede pedonal existente já apresenta condições globalmente favoráveis, embora continue a haver margem para melhorias.
A concretização das medidas dependerá da sua viabilidade e da integração nos futuros investimentos municipais. Patrick Goldschmidt defendeu que o desenvolvimento urbanístico da capital deve acompanhar a evolução da mobilidade, garantindo uma convivência respeitosa entre automobilistas, ciclistas e peões. O município pretende ainda acompanhar regularmente a utilização das novas infra-estruturas, avaliar os resultados e introduzir ajustamentos sempre que necessário.



