Várias regiões da República Democrática do Congo (RDC) registam um agravamento significativo das condições de segurança, com diversas províncias classificadas ao nível máximo de perigo e a exigir a evacuação imediata de todos os presentes. A deterioração da situação abrange zonas do centro, leste e nordeste do país, marcadas por confrontos armados, massacres e raptos de civis.
As províncias de Kasai, Centro Kasai e Leste Kasai, bem como o norte da província de Ba-Uele, o Ouest-Uele e as regiões de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul foram classificadas com nível 4 de risco — o patamar mais elevado —, o que implica a proibição absoluta de qualquer deslocação para essas áreas e a saída urgente de todos os que aí se encontrem. Nestas regiões têm sido documentados incursões de forças estrangeiras, confrontos violentos de grande intensidade, massacres de populações civis e casos de sequestro.
As zonas de fronteira entre as províncias de Uele do Norte e Uele do Sul com a República Centro-Africana estão classificadas com nível 3, onde se recomenda igualmente evitar qualquer viagem. O aumento das tensões e do fluxo de refugiados nestas áreas pode provocar uma deterioração rápida e imprevisível das condições de segurança no terreno.
No restante território, vigora na generalidade uma classificação de nível 2, que desaconselha viagens não essenciais, face aos riscos de assalto, sequestro e à ocorrência de manifestações. As autoridades locais encontram-se em estado de alerta reforçado para fazer face a estes perigos.
Em sentido contrário, a cidade de Lubumbashi, capital da província do Alto Catanga, incluindo a zona do aeroporto, foi reclassificada para nível 1, o que indica condições de segurança relativamente estáveis sob vigilância permanente das autoridades. A cidade de Kolwezi, também situada no Alto Catanga, apresenta igualmente um risco significativamente reduzido face ao panorama nacional.
Face à instabilidade generalizada, é imperativo que os cidadãos se mantenham permanentemente informados sobre a evolução da situação e sigam as directrizes das autoridades competentes para garantir a sua segurança pessoal.


