Ambientado na Brava do ano de 1910, o livro “Amor a Preto e Branco” leva os leitores a uma era em que a sociedade se via profundamente marcada por divisões e preconceitos. É nesse contexto que surge a história de Raimundo e Leonela, um amor inesperado que desafia as normas e barreiras da sua época. A narrativa não se limita a entreter, mas visa também suscitar uma reflexão sobre as dinâmicas sociais que moldaram várias gerações.
Mais do que uma mera obra de ficção, a obra de ficção de que a comunicação social de Cabo Verde dá conta serve como uma verdadeira homenagem às raízes culturais de Cabo Verde. Através de uma evocação da essência da Brava e da resiliência do seu povo, a narrativa entrelaça literatura e música, celebrando a alma cabo-verdiana, especialmente inspirada nas mornas de Eugénio Tavares, uma das mais significativas referências culturais do arquipélago.
“Amor a Preto e Branco” não se propõe apenas contar uma história de amor, mas sim reacender memórias, fortalecer laços culturais e reafirmar o orgulho nas origens cabo-verdianas.


