Aprender a cozinhar com produtores locais, provar os sabores de cada região e regressar a casa com histórias — mais do que fotografias — para contar. É neste desejo de vivências autênticas que assenta a transformação do turismo brasileiro em 2026, com a gastronomia regional, o bem-estar e o contacto com a natureza a redesenharem a forma de viajar no Brasil e no resto do mundo.
Segundo o portal brasileiro Absolute Rio, que assinala a tendência, estudos recentes apontam que os viajantes dão agora prioridade a destinos capazes de proporcionar vivências completas. Já não basta a paisagem. Entram no programa as experiências gastronómicas, o turismo cultural, os alojamentos diferenciados, os mercados locais e as actividades ligadas ao bem-estar.
As férias de julho tornaram o fenómeno ainda mais evidente. Gramado lidera as pesquisas nacionais, mas as cidades do Nordeste continuam entre as preferidas — do frio da serra ao calor das praias tropicais, há opções para todos os gostos.
O chamado turismo de experiências é o movimento que mais cresce. Em vez de se limitar aos pontos turísticos de sempre, o viajante quer participar na cultura local: aulas de cozinha, provas e degustações, visitas a produtores artesanais, caminhadas guiadas, percursos históricos e eventos culturais passaram a fazer parte do itinerário. A gastronomia assumiu um papel de protagonista, com os restaurantes brasileiros a conquistarem reconhecimento internacional e a colocarem o país no mapa da alta cozinha.
A tecnologia acompanha a mudança. Hoje, quase toda a viagem se resolve no telemóvel: pesquisa, reservas, check-in, compra de passeios, avaliações e até alterações de última hora fazem-se de forma digital. Um atendimento rápido tornou-se, por isso, uma vantagem competitiva para hotéis, restaurantes e atracções.
Para os especialistas, é uma oportunidade para os destinos que apostam na autenticidade e na hospitalidade. O Rio de Janeiro surge como exemplo: natureza exuberante, património histórico, gastronomia diversificada, grandes eventos e uma cultura vibrante, com propostas para viver durante todo o ano. Mais do que visitar um lugar, defende o Absolute Rio, o turista de hoje quer sentir que fez parte dele — e talvez seja essa a principal marca das viagens em 2026: transformar cada percurso numa história única para contar.


