Mais de 180 mil alunos deverão frequentar o sistema educativo do Grão-Ducado no ano lectivo que agora arranca. A previsão consta dos números do regresso às aulas divulgados pelo Governo do Luxemburgo e aponta para um total de 180.222 estudantes, quando se somam todos os níveis de ensino, a formação de adultos e o Instituto Nacional de Línguas. É mais um ano de crescimento.
No ensino fundamental prevêem-se 64.255 alunos, dos quais 58.647 na rede pública. O secundário público deverá reunir 45.411 estudantes, entre o clássico, o geral, a formação profissional e os currículos internacionais. Somando o sector privado e as escolas europeias do Kirchberg e de Mamer, o conjunto do fundamental e do secundário passa a barreira dos 120 mil — 120.181, para ser exacto. Há aqui uma tendência que salta à vista: a procura pelos programas internacionais no secundário público quase triplicou em seis anos, de 2.397 alunos em 2020/2021 para uns previstos 6.932.
Para dar resposta a esta população, o ensino público fundamental deverá contar com 6.616 docentes e o secundário público com cerca de 6.175. A profissão continua marcadamente feminina no fundamental, onde 80,45% dos professores são mulheres. Fora da sala de aula, a rede de acolhimento também engrossou: no final de 2025, segundo o relatório de actividade desse ano, o país contabilizava 76.761 lugares autorizados em estruturas de educação e acolhimento, mais 7,6% do que um ano antes.
O chèque-service accueil, o apoio estatal ao acolhimento das crianças, chegou em Dezembro de 2025 a 60.545 residentes e a 3.744 filhos de trabalhadores fronteiriços — quase dois terços das crianças elegíveis no Grão-Ducado. A juntar aos alunos do sistema escolar, a formação de adultos deverá abranger 41.041 pessoas e o Instituto Nacional de Línguas cerca de 19 mil. É a conjugação de todos estes públicos, da creche à sala de línguas, que empurra o total geral para os 180.222 estudantes num só ano lectivo.


