A entrada do Standard Bank Angola na bolsa levou 6.215 novos accionistas ao mercado de capitais, numa Oferta Pública de Venda (OPV) que registou uma procura global de 403,4 mil milhões de kwanzas. Segundo o jornal Expansão, a operação alcançou uma taxa de cobertura de 181,96%, com uma pressão particularmente forte do público em geral, cujas ordens superaram em 378,66% o número de acções disponibilizadas pelo Estado angolano. No total, foram alienados 34% do capital da instituição financeira.
O Standard Bank Group Limited ficou com 24% do capital, equivalente a 3,36 milhões de acções, adquiridas por 41.220,24 kwanzas cada, permitindo ao Estado arrecadar cerca de 138,5 mil milhões de kwanzas. Os restantes 10%, correspondentes a 1,4 milhões de acções, foram reservados a pequenos investidores e ao público em geral, a um preço unitário de 50 mil kwanzas, gerando mais 70 mil milhões de kwanzas. Com a conclusão da OPV, as acções do Standard Bank Angola passam a ser livremente negociadas na BODIVA, aumentando a exposição da instituição aos investidores e, simultaneamente, as obrigações de transparência e prestação de contas inerentes a uma sociedade cotada.
Na cerimónia de admissão, Sim Tshabalala, CEO do Standard Bank Group, classificou a chegada ao mercado de capitais como um marco para o banco e para o sector financeiro angolano, reafirmando o compromisso de longo prazo do grupo com Angola e com o crescimento da economia. O responsável enquadrou a operação na estratégia anunciada durante o Capital Markets Day, em Março, de continuar a investir em mercados africanos com fortes perspectivas de crescimento. A passagem de Tshabalala por Angola incluiu ainda encontros com diferentes entidades e stakeholders, centrados no desenvolvimento do sector financeiro e na mobilização de investimento para um crescimento económico sustentável.
Para Luís Teles, Presidente da Comissão Executiva do Standard Bank de Angola, a cerimónia «Ring the Bell» encerrou um processo que envolveu várias equipas e parceiros, mas abriu também uma nova etapa na relação com o mercado e os accionistas. O gestor destacou a responsabilidade acrescida decorrente do estatuto de empresa cotada, mantendo como referências a resiliência, a disciplina e o foco nos clientes. De acordo com o Expansão, a dispersão de 34% do capital conclui a transição do banco para o mercado regulamentado e alarga a base de investidores com acesso às acções de uma das principais instituições financeiras presentes em Angola.



