A reinserção profissional e social de pessoas em situação de vulnerabilidade ganha um novo espaço de cooperação no sul do Luxemburgo, na sequência de um encontro entre a directora da Stëmm vun der Strooss, Alexandra Oxacelay, e a responsável da associação Sourrire, Marie Laurini. O encontro, que decorreu em torno de um almoço, permitiu às duas estruturas partilhar experiências e reflectir sobre formas de trabalho conjunto perante um número crescente de pessoas que enfrentam dificuldades de integração no mercado de emprego tradicional.
A associação Sourrire — cujo nome resulta do acrónimo francês «Soutien entre Résidents et Réfugiés pour l’Intégration, le Respect et l’Estime de soi» — foi fundada em 2018 por Marie Laurini, especialista em traumatismos graves. O projecto dedica-se ao acolhimento, à inclusão e ao apoio de pessoas vulneráveis no Luxemburgo, propondo-lhes um percurso de reconversão psicossocial e profissional. A associação organiza ainda actividades gratuitas, entre cursos de línguas, ateliers culturais e eventos comunitários, com o objectivo de reforçar os laços locais através de uma mistura social e cultural.
No início deste ano, a associação abriu a Maison Sourrire em pleno centro da zona pedonal de Esch-sur-Alzette, um café luminoso e acolhedor onde são servidos pequenos-almoços, almoços e pausas gastronómicas comunitárias, abertos a todos. «Não queríamos criar um local onde se cola uma etiqueta social. Quando se entra aqui, não se deve ver a diferença», sublinha Marie Laurini. Para além da montra renovada do espaço, a Sourrire desenvolve um trabalho de fundo muito próximo daquele que anima a Stëmm vun der Strooss, assente numa lógica de reconstrução profissional — através de actividades que empregam quarenta pessoas em processo de reinserção —, pessoal — por meio de ateliers que visam devolver confiança através do cuidado do corpo e do espírito pela criação — e comunitária, com o «Café Géosocial», iniciativa da associação para promover o diálogo sobre temas actuais.
Alexandra Oxacelay, directora da Stëmm vun der Strooss, sublinhou a importância desta articulação entre estruturas: «Se queremos responder às necessidades das pessoas que acompanhamos, temos de trabalhar de mãos dadas, porque cada vez mais pessoas deixam de encontrar o seu lugar no mercado de trabalho clássico. Os seus diplomas não são reconhecidos, não falam as línguas exigidas, estão desempregadas há muito tempo ou foram simplesmente feridas pela vida.» A Maison Sourrire está aberta de segunda a sexta-feira rue de l’Alzette, a poucos passos do restaurante social da Stëmm vun der Strooss.


