Os activos líquidos totais dos organismos de investimento colectivo domiciliados no Luxemburgo atingiram 6.634,393 mil milhões de euros no final de Maio, o equivalente a cerca de 6,6 biliões de euros, um valor que traduz um aumento de 3,08% face ao mês anterior e confirma o dinamismo do maior centro europeu de gestão de fundos. O universo considerado abrange os organismos sujeitos à Lei de 2010, os fundos de investimento especializados e as SICAR, cujo volume conjunto reflecte tanto o comportamento dos mercados como a captação de novo capital ao longo do período.
A subida corresponde a uma variação positiva de 198.196 milhões de euros num único mês e a um crescimento acumulado de 15,07% ao longo dos últimos doze meses. Segundo os dados divulgados pela Comissão de Supervisão do Sector Financeiro (CSSF), este resultado combina investimentos líquidos de capital de 18.253 milhões de euros (+0,28%) com a evolução favorável dos mercados financeiros, responsável por 179.943 milhões de euros (+2,80%). No final do mês contabilizavam-se 2.981 organismos de investimento colectivo, menos doze do que em Abril, dos quais 2.009 entidades adoptaram uma estrutura do tipo «umbrella», reunindo 12.302 sub-fundos; somadas as 972 entidades com estrutura tradicional, mantinham-se activas na praça financeira 13.274 unidades de fundos.
O mês foi marcado por um sentimento de risco globalmente positivo, sustentado por resultados empresariais sólidos, sobretudo nos sectores tecnológico e da inteligência artificial, e pelas expectativas de desanuviamento no Médio Oriente, com as conversações entre os Estados Unidos e o Irão a ganharem credibilidade e a alimentarem a esperança de reabertura do Estreito de Ormuz. A descida dos preços do petróleo ajudou a atenuar as preocupações inflacionistas e favoreceu os mercados accionistas, com destaque para as acções asiáticas: a Coreia do Sul e Taiwan registaram avanços excepcionais, impulsionados pela procura de infra-estrutura ligada à inteligência artificial, enquanto as acções latino-americanas ficaram aquém devido às tensões inflacionistas no Brasil. Nos mercados obrigacionistas, a volatilidade foi elevada, com os rendimentos europeus a recuarem face a Abril e os norte-americanos a subirem, sustentados por dados económicos robustos, sobretudo no mercado de trabalho; os spreads de crédito estreitaram e todas as categorias de rendimento fixo encerraram o mês com ganhos, beneficiando ainda de uma ligeira valorização do dólar face ao euro.
No plano administrativo, foram inscritos na lista oficial quatro novos organismos de investimento colectivo durante o mês em análise, todos na categoria de OICVM da Parte I da Lei de 2010, entre os quais o DEKA-EUROLAND PROTECT 2031, o TIS SICAV e o WEST BAY PARTNERS SICAV. Em sentido inverso, dezasseis organismos foram retirados da lista oficial, repartidos por OICVM da Parte I, fundos de investimento especializados e uma sociedade de investimento em capital de risco, o que ilustra a habitual rotação de veículos que caracteriza o centro financeiro luxemburguês.


