A oferta de teleassistência destinada a idosos, pessoas com necessidades específicas e doentes crónicos ganha uma nova dimensão com a entrada em funcionamento de um relógio SOS que permite accionar pedidos de socorro em qualquer ponto do território do Grão-Ducado, sem necessidade de recurso a telemóvel.
O novo dispositivo integra-se num sistema de apoio que existe na capital desde 1987 e que tem vindo a acompanhar a evolução tecnológica das últimas décadas, reforçando a autonomia e a segurança no quotidiano dos seus utilizadores.O telealarme clássico funciona há quase quatro décadas, vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana, permitindo a quem se encontra em situação de emergência emitir um pedido de auxílio através da pressão de um botão vermelho. Em 2013, o serviço foi alargado a uma versão móvel, geolocalizável e utilizável fora do domicílio, complementada por diversos acessórios como detectores de queda, de fumo, de gás, de calor ou de fugas de água. O novo relógio representa o passo seguinte deste percurso, oferecendo uma solução cómoda, discreta e de fácil utilização, particularmente adaptada às deslocações no exterior. O accionamento do alarme estabelece contacto directo com um operador, que activa de imediato as medidas de auxílio necessárias e, sempre que se justifique, identifica a localização do utilizador, desde que assegurada a cobertura das redes móveis e do sinal GPS. Concebida para responder às necessidades de públicos variados, esta oferta inscreve-se plenamente no compromisso da cidade do Luxemburgo com a segurança, a autonomia e a qualidade de vida dos seus habitantes.
Em declarações exclusivas ao Letzebuerg Hoje, Elisabete Moreira, responsável pelo Serviço Seniores, explicou que o relógio resulta de um trabalho de desenvolvimento prolongado: “É uma ideia que já evolui há bastante tempo, mas tivemos de ter um relógio onde os testes fossem bons, com qualidade de som e uma posição correcta, e por isso é que demorou mais tempo a termos”. A responsável sublinhou que o equipamento foi concebido sobretudo a pensar num público pouco familiarizado com a tecnologia, sendo essencial que seja “fácil de usar”. Quanto aos valores praticados, o telealarme clássico tem um custo mensal de quarenta euros, acrescido de uma taxa de instalação de noventa euros, enquanto a versão móvel fica em sessenta euros por mês, igualmente com noventa euros de instalação. “As pessoas que tiverem uma pensão abaixo de um certo montante vão ter uma redução, mas isso será analisado pela assistente social”, precisou.
O serviço está disponível para todos os residentes da capital, existindo outros fornecedores que asseguram coberturas equivalentes nos restantes municípios do país. Para aderir, basta contactar o Serviço Seniores, que desloca uma assistente social ao domicílio para realizar uma avaliação personalizada e confidencial, identificando o produto e os acessórios mais adequados à realidade de cada pessoa. No que respeita ao atendimento, Elisabete Moreira garantiu que “a maior parte dos operadores fala as línguas do país — luxemburguês, alemão, francês e inglês — e há ainda colaboradores que falam outras línguas”, admitindo que poderá ser disponibilizado apoio em português sempre que necessário, ainda que a maioria dos portugueses residentes no Grão-Ducado domine já uma das línguas oficiais. As informações práticas e o formulário de adesão estão disponíveis em telealarme.vdl.lu ou junto do Serviço Seniores, através do número 47 96 27 57 e do endereço electrónico servsenior@vdl.lu. Mais informações podem ainda ser consultadas em seniors.vdl.lu.


