A aposta na multimodalidade e na inclusão volta a marcar o rumo da estratégia de mobilidade no Grão-Ducado, com o reforço de uma cooperação internacional que já coloca o país como referência na concepção dos futuros pólos de mobilidade. Yuriko Backes, ministra da Mobilidade e das Obras Públicas, reuniu-se com Mohamed Mezghani, secretário-geral da União Internacional dos Transportes Públicos (UITP). Da conversa saiu uma mensagem clara: os transportes colectivos continuam a ser a espinha dorsal do modelo luxemburguês, e a parceria deverá aprofundar-se nos próximos anos.
«Os transportes públicos constituem um pilar essencial da nossa estratégia de mobilidade. Ao trabalhar com a UITP, beneficiamos de uma competência internacional reconhecida que nos permite desenvolver soluções cada vez mais inovadoras, inclusivas e resilientes. Uma mobilidade eficaz é uma mobilidade que responde às necessidades de todos, oferecendo alternativas atractivas, adaptadas, acessíveis e confortáveis», sublinhou a ministra. Um dos eixos da colaboração é o projecto de transformação dos pólos de mobilidade, que tem posicionado o Luxemburgo como um laboratório de ideias para uma rede mais integrada e legível — reflexões que já alimentam o debate internacional da própria UITP sobre a concepção e a governação deste tipo de infra-estruturas.
A dimensão de género recebeu atenção particular. As mulheres recorrem mais aos transportes públicos no âmbito das suas responsabilidades profissionais, familiares e pessoais, e essa realidade nem sempre se reflecte no desenho das redes. É neste contexto que a colaboração com a associação Femmes en mouvement, ligada aos trabalhos do Plano Nacional de Mobilidade 2040, procura desenvolver serviços e infra-estruturas mais seguros, mais inclusivos e mais ajustados à diversidade de necessidades.
As conversas abrangeram ainda a adaptação das redes a fenómenos climáticos extremos, a par dos desafios de cibersegurança e da continuidade dos serviços. No final do encontro, ministra e secretário-geral manifestaram a vontade de prosseguir e reforçar a cooperação, identificando o desenvolvimento dos pólos de mobilidade e a articulação entre transportes, ordenamento do território e desenvolvimento urbano como os terrenos onde essa parceria deverá crescer.


