O Executivo de Daniel Chapo decidiu manter os preços dos combustíveis em Moçambique, desafiando a pressão e os apelos das gasolineiras. Atendendo a esta situação, a venda da gasolina continuará a ser feita a 83,57 Meticais por litro, enquanto o gasóleo será comercializado a 79,88 Meticais por litro. O petróleo de iluminação será vendido por 66,86 Meticais por litro, e o gás de cozinha a 86,05 Meticais por quilograma.
Este posicionamento do Governo surge num contexto de flutuações nos preços do barril de crude, que variaram entre 70 e 110 dólares norte-americanos, em decorrência da 4.ª guerra do Golfo. Apesar disso, o custo de importação dos combustíveis, que já regista uma diminuição considerável, continua a ser indexado aos valores elevados de 2022 e 2023, quando teve início o conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Dados divulgados pela Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) revelam que a tonelada de gasolina foi importada em Fevereiro de 2026 a 717,73 dólares norte-americanos, e o gasóleo a 691,10 dólares. Em Março do mesmo ano, os valores aumentaram ligeiramente, com a gasolina a ser importada a 732,77 dólares e o gasóleo a 704,04 dólares.
Importa salientar que, contrariamente ao que afirmam as gasolineiras sobre a necessidade de aumento dos preços, o Governo não implementou a esperada actualização em alta, mesmo quando a lei impõe que os preços devam ser ajustados sempre que a variação do custo base seja superior a 3 por cento. A realidade é que a redução quase de 50 por cento nos custos de importação não se traduziu em benefícios para os consumidores moçambicanos.
A posição do governo de manter os preços inalterados, apresentando uma resistência face à pressão do sector privado, gera expectativas sobre futuras evoluções no mercado dos combustíveis. Segundo a comunicação social de Moçambique, muitos cidadãos mantêm dúvidas sobre a sustentabilidade desta estratégia a longo prazo, especialmente à medida que os impactos económicos globais continuam a influenciar o mercado local.


