A nova nota de 50 dobras surge como recordação — um objecto de memória, sem circulação comercial, concebido para assinalar os 50 anos da independência de São Tomé e Príncipe, celebrados no ano passado. A apresentação oficial chegou a ser adiada por diversas circunstâncias, mas acabou por acontecer numa cerimónia que reuniu as mais altas figuras do arquipélago.
O responsável máximo da autoridade monetária não deixou dúvidas quanto ao propósito da emissão. «O lançamento da nota comemorativa de 50 dobras que hoje revelamos não se destina à utilização quotidiana, nem pretende substituir ou adicionar às notas habitualmente utilizadas pela população. Encaramos esta emissão como uma peça exclusivamente comemorativa, concebida para ser uma recordação, uma celebração da nossa história e uma salvaguarda do nosso património», afirmou Agostinho Fernandes, governador do Banco Central.
Para o chefe do Governo, a moeda de um país vale muito mais do que o seu poder de compra. É identidade. «A Dobra é um dos emblemas mais significativos da nossa soberania. Esta nota vem reforçar a conexão entre moeda, memória e soberania. Ela recorda-nos de onde viemos, mas também nos desafia sobre o futuro que desejamos construir», sublinhou Américo Ramos.
História, identidade, confiança e futuro — foram estes os quatro conceitos escolhidos para sustentar a emissão, de acordo com o Telanon. A data encerra, aliás, um duplo significado: coincide com os 34 anos da criação do Banco Central de São Tomé e Príncipe, a instituição responsável pela emissão monetária no país. Uma efeméride dentro de outra.


