Uma emissão de obrigações seniores não garantidas no valor de 750 milhões de dólares — cerca de 655,5 milhões de euros — vai permitir à MGM China reembolsar parte da dívida contraída ao abrigo da linha de crédito rotativo não garantido de 2025. A operação, com uma maturidade de sete anos, foi formalizada através de um acordo de compra apresentado à Bolsa de Valores de Hong Kong.
De acordo com o Macao News, as novas obrigações terão uma taxa de juro anual de 6,25 por cento, paga semestralmente a 15 de maio e a 15 de novembro, até 2033, com o primeiro pagamento agendado para 15 de novembro de 2026. A empresa estima encaixar cerca de 5,8 mil milhões de dólares de Hong Kong — equivalentes a 740 milhões de dólares, ou aproximadamente 646,8 milhões de euros — depois de deduzidas as despesas associadas à operação.
Na sequência do anúncio, a agência de notação financeira S&P Global Ratings atribuiu à emissão um rating B+, classificando a operação como neutra em termos de alavancagem financeira. Segundo a agência, citada pelo Macao News, a MGM China está estreitamente ligada à reputação e à marca da casa-mãe, representando cerca de 23 por cento do EBITDAR ao nível dos activos da MGM em 2025 — um peso que a S&P considera significativo, destacando ainda a disponibilidade da MGM em recorrer à sua liquidez para apoiar a subsidiária de Macau.
A emissão surge poucos dias depois de a MGM China ter divulgado os resultados financeiros não auditados do primeiro trimestre, na sequência da apresentação de contas da casa-mãe. As receitas do negócio de Macau cresceram 10 por cento, para 8,8 mil milhões de dólares de Hong Kong, ainda que o EBITDA tenha avançado apenas 4 por cento, com a margem a contrair-se para 28 por cento, face aos 29,6 por cento registados no primeiro trimestre de 2025.
A quota de mercado no segmento de massas, incluindo slots, subiu para 16,2 por cento, dos 15,8 por cento anteriores, enquanto o segmento VIP recuou para 10,2 por cento, face aos 15,4 por cento de há um ano. No total, a quota de mercado da empresa nas receitas brutas de jogo caiu 30 pontos base, para 15,4 por cento.
No início deste ano, a MGM China duplicou as taxas de royalties pagas à casa-mãe, passando a entregar 3,5 por cento das suas receitas. Segundo analistas do banco Jefferies, citados pelo Macao News, este novo acordo acrescentou 23 milhões de dólares aos custos do primeiro trimestre, notando que a gestão da empresa espera manter as margens operacionais entre os 25 e os 29 por cento, numa altura em que o negócio de Macau aposta no crescimento do segmento premium.
As receitas brutas de jogo em Macau registaram, em abril, um crescimento de 5,5 por cento, abaixo do esperado, elevando o crescimento acumulado do ano para 8 por cento. Para 2026, o Jefferies projecta um aumento das receitas brutas de jogo de 6,8 por cento, com o segmento VIP a subir 4,8 por cento e o segmento de massas a expandir-se 6,9 por cento.


