A cooperação financeira entre o Luxemburgo e a Tailândia vai ser reforçada através de um memorando de entendimento assinado durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, realizadas em Banguecoque. O acordo pretende aprofundar as relações entre os sectores financeiros dos dois países e criar novas oportunidades de colaboração internacional.
Segundo o Governo do Luxemburgo, o ministro das Finanças, Gilles Roth, assinou o documento com o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças tailandês. A iniciativa surgiu num encontro marcado por debates sobre a incerteza económica mundial, as pressões inflacionistas persistentes e a necessidade de garantir a sustentabilidade da dívida pública. Ministros das Finanças, governadores de bancos centrais e responsáveis de instituições internacionais defenderam uma maior mobilização de capitais privados e a continuação das reformas estruturais para promover um crescimento económico inclusivo e sustentável.
À margem das reuniões, Gilles Roth manteve encontros bilaterais com representantes da Índia, Omã, Liechtenstein e Malásia, além de uma delegação do Togo. O ministro luxemburguês reuniu-se igualmente com Kristalina Georgieva, directora-geral do FMI, e Mateusz Szczurek, novo director do departamento europeu da instituição. As conversações centraram-se nas perspectivas económicas mundiais e europeias e nos principais riscos associados à actual conjuntura internacional.
A situação na Ucrânia também esteve em destaque. Durante uma mesa-redonda ministerial, Gilles Roth reafirmou o apoio continuado ao país e o compromisso dos parceiros internacionais com a sua estabilidade, capacidade de resistência e reconstrução. O governante encontrou-se ainda com Masato Kanda, presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, para analisar as perspectivas económicas da região e o papel da praça financeira luxemburguesa na mobilização de investimentos destinados ao crescimento sustentável.
Outro dos momentos relevantes foi o lançamento do fundo temático de combate ao branqueamento de capitais e à corrupção, designado AMLAC. O mecanismo pretende apoiar os países membros no reforço da integridade financeira, na melhoria da governação das instituições e na redução dos riscos macroeconómicos. A estabilidade financeira e a capacidade de resposta aos desafios climáticos e energéticos também integraram as discussões.
Para Gilles Roth, estas reuniões voltaram a demonstrar a importância da cooperação multilateral perante os desafios globais. O ministro sublinhou que o Luxemburgo continuará a defender uma ordem internacional assente em regras claras, procurando simultaneamente consolidar a sua posição como centro financeiro inovador, aberto e orientado para o futuro.
A deslocação à Tailândia serviu igualmente para promover a praça financeira do Grão-Ducado junto de importantes agentes económicos locais, numa estratégia destinada a reforçar a visibilidade internacional do sector financeiro luxemburguês e a desenvolver novas relações económicas.



