A continuidade da alfabetização de adultos na Guiné-Bissau depende da criação de condições financeiras e materiais que o Estado ainda não garantiu. O apelo parte da região de Cacheu, no norte do país, onde a direcção regional da educação reclama meios para manter em funcionamento um projecto vocacionado para ensinar adultos a ler, escrever e fazer contas.
O responsável pela educação naquela região, Ernesto Mendes, aproveitou as comemorações do Dia Mundial da Alfabetização para sublinhar o valor desta modalidade de ensino informal, que dá a pessoas adultas as ferramentas para ler, escrever e realizar operações de cálculo.
A iniciativa não é nova. Há uma década e meia contava com apoio internacional, mas hoje está parada. «Há 15 anos, o UNICEF apoiava o Ministério da Educação Nacional através do projecto de Alfabetização dos adultos, que já não funciona por falta de sustentabilidade e contrapartida do Governo da Guiné-Bissau», afirmou Ernesto Mendes, de acordo com a Agência de Notícias da Guiné-Bissau.
A suspensão deixou por cumprir a contrapartida que competia às autoridades nacionais. É esse envolvimento do Estado que a direcção regional de Cacheu volta agora a reclamar, para que o ensino da leitura e da escrita chegue de novo a quem dele precisa.


