O artista plástico que tem promovido o nome e os valores de São Tomé e Príncipe no mundo é o responsável pela nova exposição de quadros que se realiza no espaço CACAU.
Intitulada “Ilhas dos Quilombos”, esta exposição visa refletir sobre a origem e a identidade africana do povo são-tomense. Os escravos trazidos pelos colonialistas para trabalhar nas plantações do arquipélago fugiam do trabalho forçado, refugiando-se nas florestas e formando quilombos.
«Quando concebi este título, pensei no nosso país como uma aldeia. Nas aldeias, todos se conhecem e há um sentimento de segurança. São Tomé e Príncipe detém esta prerrogativa, esta vantagem», afirmou Eduardo Malé.
O espírito do Quilombo continua a atrair visitantes a São Tomé e Príncipe, um lugar ideal para escapar dos desafios do mundo moderno e encontrar um refúgio no sossego marginado pelas águas límpidas e pela rica biodiversidade das florestas virgens do arquipélago africano.
«É por esta razão que muitos turistas optam por São Tomé. A ligação com um espaço de retiro e de alegria é evidente. Esta combinação de terra verde e florestas densas, cheias de biodiversidade, inspirou o meu projecto», acrescentou o artista.
A exposição apresenta mais de 60 obras de arte, que estão disponíveis para visita desde a última sexta-feira, coincidindo com o encerramento do dia da diplomacia, onde foi dada especial atenção à diplomacia cultural.
De acordo com a imprensa são-tomense, o evento sublinha a importância da arte na promoção da identidade cultural e na valorização das tradições são-tomenses.


