A aplicação provisória do Acordo Comercial Intercalar UE-Mercosul, em vigor desde maio, coloca ao alcance das empresas portuguesas — incluindo as que actuam a partir do Luxemburgo — um conjunto de oportunidades de negócio que urge conhecer e explorar. É esse potencial, a par das perspectivas do futuro Acordo de Parceria, que ocupa o centro do 1.º Fórum Económico RCCPM – União Europeia/Mercosul, marcado para 16 de setembro, em Bruxelas.
O Luxemburgo tem lugar próprio à mesa. A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Luxemburguesa (CCILL) integra o painel dedicado às oportunidades de negócio, ao lado de Câmaras sediadas no Brasil, em França, na Alemanha e nos Países Baixos, para apresentar perspectivas empresariais concretas resultantes do aprofundamento das relações entre os dois blocos. O fórum decorre entre as 9h00 e as 13h00 e integra o 3.º Encontro Anual da Rede das Câmaras de Comércio Portuguesas no Mundo (RCCPM), realizado nos dias 15 e 16 de setembro no Hotel Pestana Brussels Schuman — a primeira vez que o encontro sai de Portugal. A sessão de abertura reúne Kathleen Figueiredo Laissy, presidente da Câmara de Comércio Belgo-Portuguesa, Carlos Vinhas Pereira, presidente da RCCPM, e Bruno Paes Moreira, administrador executivo da AICEP.
Um dos momentos centrais chega ainda na véspera. A AICEP — Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal — e a RCCPM assinam um Acordo de Cooperação Mútua destinado a estreitar o acompanhamento das empresas nos seus processos de internacionalização. Já no dia do fórum, e segundo a RCCPM, Carlos Vinhas Pereira apresenta às 11h45 a Plataforma Mercosul da RCCPM e o Conselho Empresarial Mercosul-RCCPM, dois instrumentos pensados para transformar o potencial do acordo em cooperação e negócio efectivos. Seguem-se uma mensagem-vídeo do secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, as conclusões e a fotografia oficial. O jantar oficial da véspera, no restaurante PURO, assinala a presença do embaixador de Portugal na Bélgica, António Costa Moura.
O encontro traduz, nas palavras da própria Rede, uma «dupla ambição»: reforçar a capacidade institucional da RCCPM e converter a presença internacional das Câmaras em oportunidades para as empresas. «A realização, pela primeira vez, do nosso Encontro Anual fora de Portugal constitui também uma demonstração da dimensão internacional que queremos conferir à Rede», afirma Carlos Vinhas Pereira. A estrutura reúne actualmente 31 Câmaras de Comércio fundadoras e associadas, às quais poderão juntar-se outras 29 já identificadas como potenciais membros, formando uma das mais amplas redes da diáspora empresarial portuguesa.


