A competitividade do sector bancário europeu, a inovação financeira e o impacto crescente da inteligência artificial na economia estiveram no centro das reuniões informais do Conselho dos Assuntos Económicos e Financeiros (ECOFIN), realizadas em Dublin entre 18 e 19 de Setembro. Segundo o Governo do Luxemburgo, os ministros das Finanças reconheceram a resiliência da banca europeia, mas defenderam novos esforços para reforçar a sua competitividade e simplificar os procedimentos administrativos.
O futuro tecnológico do sector financeiro ocupou uma parte importante dos trabalhos. Na presença de Patrick Collison, director-geral da Stripe, e de Pablo Hernández de Cos, director-geral do Banco de Pagamentos Internacionais, ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais analisaram o papel da inovação como motor de crescimento e competitividade na Europa. A inteligência artificial também entrou na agenda, numa discussão que contou com Kristalina Georgieva, directora-geral do Fundo Monetário Internacional, e com os ministros das Finanças da Suíça, Karin Keller-Sutter, do Canadá, François-Philippe Champagne, e da Ucrânia, Sergii Marchenko. A posição defendida passa pelo desenvolvimento de uma inteligência artificial ao serviço das pessoas, capaz de complementar o julgamento humano sem o substituir.
Para Gilles Roth, ministro das Finanças luxemburguês, as novas tecnologias representam oportunidades consideráveis tanto para a Europa como para o Grão-Ducado. O governante defendeu a criação de condições favoráveis ao desenvolvimento da inovação e considerou que o sector financeiro luxemburguês dispõe dos recursos necessários para enfrentar os novos desafios e aproveitar as oportunidades que deverão surgir nos próximos anos.
À margem do ECOFIN informal, Gilles Roth manteve ainda uma reunião bilateral com Simon Harris, Tánaiste e ministro das Finanças da Irlanda, de acordo com o Governo do Luxemburgo. O encontro integrou a deslocação do ministro luxemburguês a Dublin para os dois dias de reuniões europeias.


