Quase oitenta obras de caligrafia chinesa ficam patentes ao público a partir de meados de setembro, numa mostra de entrada livre que reúne décadas de trabalho de um dos nomes maiores das belas-artes em Macau.
A exposição «Sentimento pátrio — Obras de caligrafia de Wu Shiming» tem inauguração marcada para 15 de setembro, uma terça-feira, pelas 18h30, no terceiro piso do The Parisian Macao. A organização pertence ao Instituto Cultural do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e à Associação de Belas Artes de Macau, com a co-organização da Sands China Ltd. e o apoio da União Geral das Associações Culturais de Macau. A entrada é gratuita e o público está convidado a assistir à cerimónia.
São cerca de oitenta peças. Predominam a escrita administrativa e a escrita sigilar, dispostas em faixas verticais, painéis centrais, leques e dísticos. Os textos percorrem máximas de incentivo, poesia clássica e citações do Presidente Xi Jinping, a par de reflexões que o artista partilha a propósito da ponte Ci’an, em Xi’an, cuja construção ajudou a financiar. As obras traduzem o respeito pela cultura do país e uma reflexão sobre a responsabilidade social.
Nascido em Macau em 1934, Wu Shiming começou por ensinar na Escola Hou Kong antes de uma longa dedicação ao serviço público. Foi deputado à Assembleia Popular Nacional nas nona e décima legislaturas e integrou a comissão que, junto de várias camadas da sociedade, assinalou o regresso de Macau à pátria. Em 2002, o Governo da região distinguiu-o com a Medalha de Lótus de Prata. É hoje membro honorário da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau e presidente honorário permanente da Associação de Belas Artes de Macau, instituição a que dedicou décadas de trabalho na promoção e no intercâmbio da caligrafia e da pintura, dentro e fora do território.
A vertente solidária marca o percurso do calígrafo. Ao longo dos anos, usou a arte para angariar fundos e manteve o olhar sobre a educação e as causas sociais. O ano é de efeméride: a Associação de Belas Artes de Macau — uma das mais antigas e das maiores agremiações artísticas do território — celebra sete décadas de existência, e a mostra presta homenagem a esse contributo. A exposição integra a «Série de Belas Artes de Macau», um conjunto de actividades que o Instituto Cultural e a associação promovem entre agosto e outubro.


