A estabilidade do mercado de trabalho em Macau mantém-se sustentada por um conjunto alargado de medidas de emparelhamento profissional, formação e acompanhamento de novos trabalhadores, num momento em que a aproximação da época de graduações e as transformações na estrutura industrial tornam ainda mais necessário o reforço do auxílio aos mais jovens. O objectivo passa por facilitar a aquisição de experiência prática, incrementar a competitividade dos recém-chegados ao mercado e assegurar a continuidade do crescimento do emprego a longo prazo.
Para consolidar este desempenho, o Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) constituiu um Grupo de Trabalho para a Coordenação da Promoção do Emprego, que articula a actuação de diversas entidades governamentais e tem priorizado a contratação de trabalhadores locais em obras públicas e em serviços adjudicados. A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) tem promovido reuniões regulares com os vários gabinetes envolvidos, procedendo a uma avaliação independente da proporção de residentes contratados em sectores como a segurança e a limpeza, com a colaboração de empresas dos sectores do turismo, finanças, utilidades, construção civil e tecnologia.
Os números mais recentes confirmam a eficácia das iniciativas. Em 2025 foram disponibilizados 11.584 serviços de emparelhamento de emprego, com cerca de 80% dos inquiridos a manter-se empregados, e no primeiro trimestre de 2026 foram prestados mais 2.769 serviços, fixando-se a taxa de desemprego em 2,1%, o nível mais baixo do período. Para reforçar a competitividade dos jovens, a DSAL tem implementado planos de emprego e formação destinados a recém-graduados, prevendo-se mais de 35 novas iniciativas e pelo menos 600 vagas específicas, complementadas por estágios em Macau e noutras regiões da China.
O Executivo mantém ainda uma fiscalização rigorosa da Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes, dando prioridade aos residentes e admitindo mão-de-obra estrangeira apenas para suprir lacunas em áreas especializadas que não possam ser preenchidas localmente. Os dados disponíveis apontam para mais de 62 mil trabalhadores não residentes especializados no território, registando-se um ligeiro decréscimo no segmento não especializado. Em paralelo, foram anunciados planos específicos de apoio à reintegração de mulheres no mercado de trabalho e à empregabilidade de pessoas com deficiência, numa abordagem inclusiva que procura ampliar as oportunidades disponíveis para todos os cidadãos de Macau.


