Os pedidos de protecção internacional voltaram a subir em Abril, com a entrada de 139 novos requerentes no Grão-Ducado, num movimento que contraria a tendência descendente verificada nos primeiros três meses do ano.
O número total de pessoas que solicitaram este estatuto desde o início de 2026 ascende agora a 457, valor que se mantém claramente inferior ao registado nos períodos homólogos de 2024 e 2025, quando, nesta mesma altura do ano, os pedidos já tinham atingido 622 e 494, respectivamente.
A Síria continua a liderar a lista dos países de origem dos requerentes em Abril, com 15 pedidos, seguida pela Eritreia e pela Ucrânia, ambas com 12, e pela Venezuela, com 11. A Argélia, com dez pedidos, e o Afeganistão e o Sudão, com oito cada, completam o grupo das nacionalidades mais representadas, a que se juntam ainda a Geórgia, a Guiné e a Turquia. No conjunto dos quatro primeiros meses do ano, os cidadãos sírios mantêm-se à cabeça das estatísticas, representando 11,60% do total, seguidos por eritreus, sudaneses, argelinos e afegãos. Em matéria de decisões, foram notificadas 146 em Abril, das quais 54 reconheceram o estatuto de refugiado, uma concedeu protecção subsidiária e 54 recusaram a protecção internacional, entre procedimentos normais e acelerados. Registaram-se ainda 29 decisões de transferência ou incompetência ao abrigo do regulamento de Dublin III.
No domínio da protecção temporária, criada para acolher os deslocados da guerra na Ucrânia, foram registados 99 novos pedidos em Abril, dos quais 92 apresentados por cidadãos ucranianos. Desde o início do ano, contabilizam-se 317 pedidos, com origem maioritariamente ucraniana, o que corresponde a 94,6% do total. Em Abril, foram tomadas 93 decisões neste regime, com a concessão da protecção temporária a 75 pessoas e a recusa em 18 casos. No acumulado do ano destaca-se ainda a renovação de 3.583 estatutos de protecção temporária, operação concentrada no mês de Março, num sinal claro de que a comunidade ucraniana acolhida no Luxemburgo desde 2022 permanece, em larga medida, no território.
Os dados divulgados pelo Governo do Luxemburgo revelam também que, em Abril, 21 pessoas foram transferidas do Grão-Ducado para outros Estados-membros ao abrigo do regulamento de Dublin III, tendo a Alemanha, a Espanha e os Países Baixos figurado entre os principais destinos. Em sentido inverso, seis pessoas foram transferidas para o território luxemburguês a partir de países como a Alemanha, a França ou a Bélgica. No mesmo mês, regressaram aos respectivos países 11 requerentes, dos quais quatro em regime de retorno forçado e sete por via voluntária. Desde o início do ano, o número total de retornos ascende a 47, ao passo que as transferências efectuadas a partir do Luxemburgo no quadro de Dublin III totalizam 75, números que ilustram a intensa actividade administrativa em torno dos processos de protecção internacional.


