A tripulação da Artemis II da NASA está prestes a realizar a sua passagem mais próxima da Lua, depois de ter sido lançada do Centro Espacial Kennedy na semana passada. Segundo informações publicadas pela NPR, esta missão marca um marco importante para a agência espacial, ao enviar humanos numa missão à Lua pela primeira vez em mais de 50 anos.
À medida que a cápsula Orion faz a sua órbita em torno da Lua, os astronautas alcançarão um recorde de distância no espaço, viajando mais longe do que qualquer ser humano já antes. Neste momento, a cápsula encontra-se dentro da esfera de influência lunar, significando que a gravidade da Lua exerce agora uma força maior sobre a cápsula do que a da Terra. Às 18:46, hora de Lisboa, a tripulação irá ultrapassar a marca anterior de 400.200 quilómetros da Terra, estabelecida pela missão Apollo 13.
Durante a passagem, a comunicação com a Terra será interrompida por cerca de 40 minutos, enquanto a equipe se prepara para atingir a distância máxima programada de 406.720 quilómetros. A previsão é que esta etapa termine às 21:20, após a qual a tripulação iniciará o seu trajeto de regresso, com um esgotamento previsto no Oceano Pacífico, próximo de San Diego, na Califórnia, na sexta-feira às 21:07.
Durante o trajeto, a tripulação sobrevoará os espaços onde as missões Apollo 12 e 14 aterraram. Além disso, têm uma tarefa específica: observar aproximadamente 35 características geológicas na superfície lunar, utilizando uma perspetiva única a 6.550 quilómetros de altitude. Esta oportunidade permitirá que a tripulação capture imagens e faça descrições em tempo real para os cientistas do Controle de Missão no Centro Espacial Johnson, em Houston.
Segundo a mesma fonte, a missão Artemis II tem como objetivo científico observar variações de cor na superfície lunar, uma informação que é difícil de obter através de imagens de satélite. Estas observações são particularmente emocionantes para os cientistas da NASA, uma vez que podem ainda não estar cientes dos detalhes que a tripulação poderá descobrir em condições específicas de iluminação.
Lori Glaze, responsável pelo programa Artemis da NASA, expressou a sua satisfação com o andamento da missão, enquanto os astronautas realizam testes de sistemas, como o controlo manual da cápsula e a utilização de um novo sistema de sanita espacial desenvolvido para missões de longa duração. Apesar de alguns problemas iniciais, como falta de água na sanita e linhas congeladas para descartar resíduos, a NASA confirmou que a utilização deste novo sistema continua a decorrer de forma análoga.
Com esta ambiciosa missão, a NASA não apenas almeja novos horizontes no espaço, como também prepara o terreno para futuras explorações lunares, como a possibilidade de um pouso no pólo sul lunar por volta de 2028.


