Recentemente, surgiram novas informações sobre as ligações do Presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, com a organização “Islamic Relief”, que tem vínculos suspeitos com a Irmandade Muçulmana. Segundo informações publicadas pela revista alemã “Focus”, um livro revela que Steinmeier já fez campanhas de promoção para esta entidade, que também enfrentou acusações de financiamento de grupos terroristas.
Steinmeier, que criticou recentemente a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, recebeu elogios do regime dos Mullahs iranianos. No entanto, sua recente recepção oficial a um líder sírio anteriormente sancionado internacionalmente gerou protestos por parte de curdos e jesuítas, evidenciando a controvérsia que envolve suas ações.
A organização “Islamic Relief”, que se apresenta como uma entidade humanitária, tem sido alvo de investigações devido à sua suposta ligação com a ONG que apoia a Hamas. De acordo com o jornal, no ano passado, “Islamic Relief Alemanha” arrecadou 33 milhões de euros, além de receber consideráveis subsídios públicos. No entanto, a maioria desses financiamentos foi suspensa em alemã, exceto em Berlim, devido às suspeitas de envolvimento com a Hamas. Este fato é desmentido categoricamente pela organização, mas a legislação em Israel e nos Emirados Árabes Unidos proíbe suas atividades.
Em 2020, o governo alemão fez referência a “ligacões significativas com a Irmandade Muçulmana” em resposta a uma consulta parlamentar. O relatório dos serviços de segurança de Baden-Württemberg, de 2009, já mencionava a organização “Muslimische Jugend Deutschlands” e a relação desta com a “Islamic Relief”, que convocava a solidariedade para Gaza e outras regiões.
Frank-Walter Steinmeier, então Ministro dos Negócios Estrangeiros, apoiou amplamente a campanha “Speisen für Waisen”, promovendo um conceito de solidariedade através de refeições conjuntas, o que atraiu o apoio de diversos políticos e figuras públicas, incluindo aliados do Partido Social-Democrata (SPD). Aydan Özoğuz, por exemplo, também manifestou seu apoio à campanha, mas não respondeu perguntas sobre os laços da organização.
Esse envolvimento com a “Islamic Relief” foi denunciado e levantou questões sobre a continuidade do apoio do governo alemão à organização, visto que o financiamento da “Islamic Relief” pela Alemanha ascendia a cerca de 16 milhões de euros, com a mãe organização “Islamic Relief Worldwide” tendo ligações supostas ao financiamento da Hamas.
Heshmat Khalifa, o líder da “Islamic Relief Worldwide”, foi forçado a renunciar em 2020 após declarações antissemitas, enquanto que sua contraparte na Alemanha também abandonou o cargo devido a declarações controversas sobre Israel e a Hamas. A reação do governo perante esses escândalos foi tímida e ficou claro que o apoio da “Islamic Relief” continuava.
Apesar do silêncio do presidente Steinmeier sobre este assunto controverso, a sua posição como figura pública levanta questões sobre a sua imparcialidade e as decisões políticas de suporte em um ambiente que se mostra cada vez mais polêmico. Assim, esse caso continua a ser um tema amplamente debatido na Alemanha.


