A rejeição do estudo sobre a vacina contra a hepatite B em recém-nascidos foi reafirmada pelo Governo da Guiné-Bissau, afastando a possibilidade de autorização do projecto previsto no protocolo Bandim Health. A posição foi confirmada durante uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros. Segundo a Agência de Notícias da Guiné (ANG), o ministro da Saúde Pública abordou os rumores que circulam nas redes sociais sobre uma eventual autorização do estudo, tendo sido igualmente levantadas questões relacionadas com o apuramento de responsabilidades e possíveis procedimentos judiciais.
A situação económica e financeira também esteve em destaque. O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, apresentou os resultados da sua participação nas Reuniões Anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), realizadas em Banguecoque, na Tailândia. De acordo com as informações transmitidas ao Executivo, existem expectativas favoráveis relativamente aos resultados da 12.ª avaliação do FMI, que poderão criar melhores condições para a concretização de projectos financiados pelas duas instituições internacionais.
A tragédia registada na ilha de Canhabaque, que provocou várias mortes e deixou pessoas desaparecidas, mereceu igualmente a atenção do Conselho de Ministros. O ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, em representação do ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, apresentou informações sobre a ocorrência. O Governo manifestou condolências às famílias das vítimas e apelou à comissão interministerial anteriormente constituída para que avance com medidas destinadas ao desmantelamento dos campos ilegais, procurando evitar novos acidentes.
Na vertente legislativa, foram aprovados três decretos relacionados com a política energética da Guiné-Bissau. O primeiro estabelece disposições sobre a rotulagem energética de lâmpadas eléctricas e novos aparelhos, enquanto o segundo introduz medidas de eficiência energética na construção de edifícios. O terceiro diploma centra-se na promoção e desenvolvimento das energias renováveis. Segundo a ANG, estas decisões integraram a parte deliberativa da reunião extraordinária do Executivo, marcada sobretudo pela manutenção da rejeição do estudo da vacina contra a hepatite B em recém-nascidos.



