A ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de São Tomé e Príncipe, Ilza Amado Vaz, sublinhou a importância da cultura como elemento unificador entre os povos e promotor de relações amistosas. Na sua intervenção, prometeu um reforço da diplomacia cultural nas estratégias de política externa do país.
“No contexto da diplomacia cultural, os artistas e criadores são essenciais. A poetisa Conceição Lima e o escultor e promotor da bienal de arte de São Tomé, João Carlos Silva, estão entre os reconhecidos como embaixadores da cultura nacional”, afirmou a ministra.
Nos últimos anos, os artistas plásticos têm-se evidenciado pela promoção dos valores identitários da nação no cenário internacional. Conceição Lima destacou que “a área das artes plásticas é particularmente relevante, sendo provavelmente o sector que mais evoluiu nos cinquenta anos de independência”, mencionando que atualmente o país conta com grandes representantes a levar o seu nome além-fronteiras.
Durante uma cerimónia realizada no espaço Cacau, em São Tomé, a recente consagração do Tchiloli como património imaterial da humanidade pela UNESCO foi considerada um marco significativo na diplomacia cultural são-tomense. “Esta conquista atesta o impacto que a cultura pode ter quando apoiada por políticas estatais assertivas”, declarou Conceição Lima.


