Projectos de infra-estrutura e desenvolvimento avaliados em mais de dois mil milhões de libras esterlinas já unem duas economias que agora querem ir mais longe. Foi essa a ambição levada a Londres, palco do Fórum de Investimento Reino Unido-Angola. Dois dias de conversas. Líderes empresariais, investidores, decisores políticos e empreendedores sentaram-se à mesma mesa para discutir parcerias concretas, e não aspirações vagas, em torno do futuro da economia angolana.
O apoio britânico não é recente. Através da UK Export Finance, a agência de crédito à exportação do Reino Unido, foram financiados projectos nas áreas da saúde, do abastecimento de água, da energia e dos transportes — hospitais, sistemas de água potável e ligações que aproximam pessoas e mercados. A par do capital, contou também o investimento nas pessoas. O programa de Bolsas Chevening tem permitido a sucessivas gerações de profissionais angolanos frequentar pós-graduações em universidades britânicas de referência, alimentando uma rede de antigos alunos activa nos meios empresarial, governamental e da sociedade civil.
Agora, o olhar desloca-se para o que ainda está por construir. Angola procura diversificar a economia, atrair investimento produtivo e gerar emprego para uma população jovem e ambiciosa, e sectores como a agricultura, os minerais críticos, a logística, a energia e a inovação foram colocados no centro das discussões. São domínios onde a experiência, a tecnologia e o capital britânicos podem encontrar espaço, convertendo a riqueza natural angolana em crescimento inclusivo. Segundo o jornal angolano Expansão, o interesse manifestado foi forte de ambos os lados.
Organizado pelos governos dos dois países, em conjunto com a AIPEX, a Câmara de Comércio Reino Unido-Angola e vários parceiros institucionais, o encontro procurou abrir caminho a colaborações duradouras. A verdadeira medida do êxito, contudo, não estará nos dois dias de reuniões, mas nos investimentos e nas oportunidades que germinarem nos próximos meses e anos. Para os investidores britânicos, para as empresas angolanas e, acima de tudo, para quem espera ver esse potencial traduzido em empregos e progresso palpável.


