A participação de Timor-Leste na 23.ª Exposição China-ASEAN (CAEXPO) ganha um peso particular este ano, com os 11 Estados-Membros da ASEAN presentes pela primeira vez no certame enquanto integrantes da organização regional. O país procura aproveitar a exposição para promover produtos nacionais, captar investimento e aprofundar relações comerciais com parceiros da China e do Sudeste Asiático, segundo informações divulgadas pelo Governo de Timor-Leste.
O Pavilhão Nacional apresenta café, produtos de sândalo e outros bens representativos da produção e da identidade cultural timorenses. Na cerimónia de abertura, o ministro Filipus Nino Pereira destacou as oportunidades criadas pela CAEXPO para colocar produtos de Timor-Leste nos mercados regional e internacional, estabelecer novas relações de investimento e reforçar a integração da economia do país. Sob o tema «CAFTA 3.0 Oportunidades, uma Vida Melhor», a edição decorre até 21 de Setembro e aborda comércio, investimento, inteligência artificial, economia digital e integração das cadeias de abastecimento.
Cerca de 2.200 empresas chinesas e quase mil empresas da ASEAN participam no evento, distribuídas por aproximadamente 170 mil metros quadrados de área de exposição, estando previstas cerca de 50 actividades económicas e comerciais complementares. A inteligência artificial é uma das novidades desta edição: antes da abertura, um sistema destinado a aproximar empresas identificou cerca de oito mil potenciais correspondências com base nas respectivas áreas de actividade e necessidades comerciais. Existe ainda um espaço dedicado às necessidades dos países da ASEAN e à apresentação de tecnologias, produtos e soluções disponibilizados por empresas chinesas. O secretário-geral da ASEAN, Kao Kim Hourn, salientou durante a abertura o papel da CAEXPO na transformação das oportunidades proporcionadas pela Área de Comércio Livre ASEAN-China em novas relações comerciais e fontes de crescimento económico.
Para Timor-Leste, a presença na CAEXPO funciona também como montra para oportunidades de investimento e como ponto de contacto entre operadores económicos num momento de maior integração regional. De acordo com o Governo de Timor-Leste, a participação pretende facilitar o acesso dos produtos nacionais a novos mercados e aproximar empresas timorenses de potenciais parceiros comerciais e investidores da China e dos restantes países da ASEAN.


