A acessibilidade no principal aeroporto do país acaba de ganhar um espaço próprio. Foi inaugurada esta quarta-feira uma sala concebida de raiz para receber passageiros com mobilidade reduzida — um local mais confortável, funcional e adaptado às necessidades de quem viaja e precisa de assistência antes de embarcar. A ideia é simples: garantir um acolhimento à altura, sem barreiras.
O novo espaço destina-se igualmente aos menores que viajam desacompanhados e foi pensado para permitir uma preparação tranquila da viagem, num ambiente que responde às exigências de um transporte aéreo cada vez mais inclusivo. Segundo o Governo do Luxemburgo, a realização resulta de uma colaboração estreita entre a lux-Airport, os vários actores do sector aéreo luxemburguês e os parceiros sociais, com as necessidades das pessoas com mobilidade reduzida no centro de cada decisão.
Na cerimónia estiveram Yuriko Backes, ministra da Mobilidade e das Obras Públicas, e Max Hahn, ministro da Família, das Solidariedades, do Viver em Conjunto e do Acolhimento, ao lado de representantes das entidades que participaram no projecto. «Uma mobilidade verdadeiramente moderna é uma mobilidade que não exclui ninguém», afirmou Backes. A responsável sublinhou que o objectivo passa por fazer da acessibilidade uma realidade concreta, para que cada viajante possa iniciar o seu percurso com confiança, autonomia e dignidade. «A inclusão nunca deve ser uma opção, mas um princípio que orienta cada uma das nossas escolhas», acrescentou.
Max Hahn seguiu a mesma linha. Recordou que construir uma sociedade mais inclusiva obriga a um empenho permanente e que reduzir obstáculos beneficia toda a gente — e não apenas as pessoas com deficiência. O ministro saudou o envolvimento da lux-Airport em várias iniciativas, entre as quais o projecto «Bewosst», do Ministério da Família e da Info-Handicap, e o programa «Hidden Disabilities Sunflower», que contribuem para sensibilizar o público para a diversidade de necessidades e para um ambiente de viagem mais atento.
A empresa que gere o aeroporto foi, de resto, a primeira do Luxemburgo a aderir à iniciativa Hidden Disabilities Sunflower, vocacionada para as deficiências invisíveis. Para acompanhar estes passageiros, foram criadas formações específicas destinadas aos colaboradores, de modo a assegurar a compreensão e o apoio necessários ao longo de todo o percurso no terminal. «Este espaço representa uma nova etapa no nosso compromisso de tornar a viagem cada vez mais acessível, acolhedora e inclusiva para todos», declarou Alexander Flassak, director executivo da lux-Airport. O responsável manifestou ainda a esperança de que o exemplo inspire outras organizações no país.
Fica assim reforçada uma aposta clara: um aeroporto onde a acessibilidade e o serviço são tratados como prioridades, e não como pormenores.


