A Fototeca da Cidade do Luxemburgo abriu hoje a exposição de Verão, intitulada «Mais do que um Postal. O Luxemburgo entre chegada e partida», que estará patente até 20 de Setembro de 2026 no Ratskeller do Cercle Cité.
Reunindo mais de 150 fotografias de vinte fotógrafos, entre os quais Pol Aschman, Marcel Schroeder, Batty Fischer, Jules Neumann, Charles Boucon, Edouard Kutter Jr. e Andrés Lejona, a exposição propõe um olhar sobre o Luxemburgo enquanto destino de viagem, revelando a evolução da forma como o país e a sua capital foram descobertos e vividos ao longo de mais de um século.
Desde o século XIX que o Grão-Ducado desperta o interesse dos visitantes graças à diversidade das suas paisagens e à riqueza do seu património histórico. Inicialmente, eram sobretudo viajantes das regiões vizinhas que procuravam os vales, as florestas e as margens dos rios como locais de lazer e descanso. Com o desenvolvimento das infra-estruturas de transporte, o Luxemburgo abriu-se progressivamente ao turismo, tornando-se um destino cada vez mais acessível.
Enquanto centro político, económico e cultural do país, a Cidade do Luxemburgo assumiu desde cedo um papel determinante na imagem que os visitantes levavam consigo. A sua localização singular, as fortificações históricas e o centro histórico, hoje classificado como Património Mundial da UNESCO, fizeram da capital uma atracção turística de referência.
Ao longo do século XX, esta dinâmica intensificou-se. Paralelamente ao crescimento do turismo em todo o país, a capital afirmou-se como um importante ponto de encontro europeu, impulsionado pela presença das instituições internacionais e pelo desenvolvimento da sua oferta cultural. Desta forma, surgiram novas formas de turismo, desde as tradicionais escapadas urbanas ao turismo de negócios e de congressos.
Através desta exposição, a Fototeca da Cidade do Luxemburgo acompanha, em imagens, as diferentes etapas da experiência da viagem. A chegada à estação ferroviária ou ao aeroporto, o transporte das bagagens, as deslocações de autocarro ou de motociclo, os passeios pelas ruas da cidade, as visitas guiadas, a descoberta dos principais locais de interesse, os momentos passados nas esplanadas, a fotografia como recordação ou a escrita de postais são algumas das cenas captadas pelos fotógrafos e agora apresentadas ao público.
Mais do que simples registos de actividades turísticas, estas fotografias testemunham igualmente as profundas transformações da cidade, da mobilidade e dos próprios visitantes ao longo das décadas, oferecendo uma reflexão sobre a forma como o Luxemburgo se foi afirmando como destino de viagem e lugar de encontro entre culturas.


