A cidade do Luxemburgo formalizou a sua adesão ao pacto municipal da convivência intercultural, assumindo o compromisso de aprofundar a coesão social entre os residentes e trabalhadores presentes no seu território. O acordo foi celebrado entre o Colégio dos Burgomestres e Vereadores, o ministro da Família, da Solidariedade, da Convivência e do Acolhimento, e o presidente do Sindicato das Cidades e Municípios Luxemburgueses.
Com mais de 70% dos seus residentes de nacionalidade não luxemburguesa, a cidade do Luxemburgo é há muito um dos territórios mais multiculturais da Europa. A adesão ao pacto reflecte a vontade de consolidar uma política de integração que, ao longo dos anos, se tem traduzido em iniciativas concretas de diálogo intercultural e de participação activa dos cidadãos na vida social, económica e política do município.
Corinne Cahen, vereadora responsável pela política de integração e impulsionadora do pacto quando exercia as funções de ministra da Família e da Integração, saudou a decisão. Na sua perspectiva, a adesão representa uma etapa natural para uma cidade que dispõe, desde 2012, de um serviço municipal dedicado à integração dos cidadãos. O apoio metodológico e os recursos adicionais disponibilizados pelo ministério permitirão desenvolver novos projectos e aprofundar as iniciativas já em curso, ao serviço de uma sociedade multicultural cada vez mais inclusiva.
O Serviço de Integração e Necessidades Específicas trabalha em estreita colaboração com a comissão consultiva municipal de integração, com as associações activas no domínio intercultural e com diversos serviços municipais, com o objectivo de identificar as necessidades decorrentes da diversidade cultural e elaborar um plano de acção adaptado à realidade da população. Entre as iniciativas de referência no âmbito da convivência intercultural destacam-se as “Rencontres sans frontières”, encontros que promovem a aproximação entre comunidades e o intercâmbio cultural no quotidiano da cidade.


