As honras fúnebres de Estado foram decretadas para o funeral de Mamadú Baldé, antigo secretário de Estado do Tesouro da Guiné-Bissau, em reconhecimento das funções relevantes desempenhadas ao longo da sua carreira ao serviço do Estado. A decisão foi tomada na sequência do seu falecimento em Lisboa.
Em comunicado oficial, o Governo da Guiné-Bissau manifestou profunda dor e consternação pela notícia da morte, endereçando sentidas condolências à família do antigo governante. A missiva, assinada pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Usna António Quadé, sublinha que Mamadú Baldé se revelou, ao longo da sua vida política e enquanto membro do Executivo, um servidor dedicado, comprometido com a prossecução dos objectivos da governação, particularmente na área das Finanças Públicas.
Formado em Finanças e Gestão, e licenciado em Contabilidade pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL), Mamadú Baldé construiu uma carreira sólida no sector financeiro e bancário. Iniciou o percurso profissional como técnico no Banco Central da Guiné-Bissau (BCGB), instituição onde ocupou várias funções.
A sua trajectória estendeu-se posteriormente ao Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), onde desempenhou funções de relevo, integrando ainda o respectivo Conselho de Administração e o Conselho de Orientação da Agência UMOA. Acumulou também a posição de assessor do Ministro das Finanças para Assuntos Bancários, cargo que abandonou para assumir a Direcção-Geral do Tesouro e da Contabilidade Pública.
Entre 2020 e 2022, durante a liderança de João Aladje Mamadu Fadia no Ministério das Finanças Públicas, participou na estruturação da Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), companhia que viria a dirigir como director-geral. Entre Julho de 2022 e Agosto de 2023 ocupou pela primeira vez o cargo de secretário de Estado do Tesouro, função que voltara a assumir no actual Executivo, mantendo-a até ao momento do seu falecimento.


