Quase quatro milhões de dólares vão irrigar o tecido empresarial de três províncias fustigadas por ciclones. O montante — cerca de 245 milhões de meticais — foi canalizado para 93 empresas de Nampula, Cabo Delgado e Tete, no quadro da V Edição do Fundo de Recuperação Empresarial. O anúncio foi feito no sábado, em Nacala, província de Nampula.
Na cerimónia pública de entrega dos chamados «cheques gigantes», o Presidente da República precisou a distribuição: 44 das empresas contempladas são de Nampula, 28 de Cabo Delgado e 21 de Tete. O financiamento médio aprovado ronda os 2,6 milhões de meticais por empresa. Todas as beneficiárias já receberam a primeira tranche. E quem concluir com êxito esta fase poderá aceder ao segundo e último desembolso ainda no decurso deste mês.
O instrumento não nasceu por acaso. O Chefe do Estado sublinhou que o Fundo de Recuperação Empresarial foi concebido para responder aos estragos deixados pelos ciclones Chido e Jude e por outros fenómenos extremos que abalaram o sector privado nas três províncias. Reforçar o financiamento às pequenas e médias empresas é, segundo afirmou, uma das prioridades do Executivo — um caminho para a independência económica e para o crescimento nacional.
Os números acumulam-se ao longo das várias edições do Fundo Catalítico. Por essa via, recordou o Presidente, o Estado já colocou à disposição do sector privado cerca de 74 milhões de dólares norte-americanos. Recursos destinados à melhoria de infra-estruturas, à aquisição de insumos e meios circulantes e à manutenção e criação de postos de trabalho.
Há, porém, exigências. O estadista defendeu maior transparência e celeridade na gestão dos desembolsos, de modo que as empresas beneficiárias possam levar por diante os seus projectos sem entraves. Anunciou ainda uma avaliação aprofundada dos dez anos de implementação do Fundo Catalítico, para aferir impactos, consolidar o que funcionou e corrigir fragilidades.
O compromisso, garantiu, mantém-se: continuar a mobilizar recursos junto do Banco Mundial e de outros parceiros de cooperação, reforçando os mecanismos de apoio ao sector privado. O fortalecimento das empresas nacionais, considera o Governo moçambicano, é peça determinante para gerar riqueza, criar emprego e dinamizar a economia. As declarações foram avançadas pelo jornal O País.


