O acesso ao financiamento de start-ups, scale-ups e pequenas e médias empresas passa a contar com um novo instrumento de 270 milhões de euros, concebido para reforçar a diversificação da economia luxemburguesa. Trata-se do Luxembourg Future Fund 3, lançado em conjunto pelo ministério das Finanças, pelo ministério da Economia, pela Société nationale de crédit et d’investissement (SNCI) e pelo Fundo Europeu de Investimento (FEI). Da capacidade total, 180 milhões de euros são assegurados pela SNCI e 90 milhões pelo FEI. Mais de dez anos separam esta terceira edição do arranque da primeira.
O funcionamento segue o modelo de fundo de fundos. Flexível ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento das empresas, o programa poderá investir em fundos de capital de risco, de capital de investimento e de dívida privada. A aposta recai sobre sectores de forte crescimento tidos como essenciais para o futuro do país — da cibertecnologia à deeptech, passando pela fintech, a healthtech, a proptech, a spacetech, as greentech e cleantech e ainda o sector dos transportes.
O LFF 3 associa objectivos de desempenho a metas de criação de substância económica local, privilegiando fundos estabelecidos no Luxemburgo cujas equipas de investimento já operam, total ou parcialmente, no Grão-Ducado, ou que se comprometem a instalar-se no território. Há também uma mudança de fundo no modelo de cooperação: se nas duas primeiras edições a gestão coube inteiramente ao FEI, a SNCI passa agora a participar directamente no processo de investimento e a investir em nome próprio, aproximando-se dos actores do mercado sem abdicar da experiência institucional do parceiro europeu.
«O futuro pertence a quem ousa investir nas suas ambições», sublinhou o ministro das Finanças, Gilles Roth, que apresenta o programa como um investimento forte no futuro do país e nas gerações que o irão construir. Para Lex Delles, ministro da Economia, das PME, da Energia e do Turismo, o propósito é ancorar no Luxemburgo actividades inovadoras, competências e empregos altamente qualificados, gerando valor duradouro. Já Robert de Groot, vice-presidente do grupo BEI, destacou a solidez de uma parceria de longa data entre a SNCI e o FEI e o apoio do Estado às três edições do fundo.


