A protecção do património edificado contra incêndios e catástrofes naturais entra numa fase mais intensa, com uma operação alargada de inspecção a templos e igrejas concebida para eliminar riscos na origem e reforçar a segurança de centenas de edifícios classificados. A prioridade recai sobre a prevenção, encarada como a primeira barreira contra perdas irreparáveis.
A Direcção dos Serviços de Cultura, em articulação com o Corpo de Bombeiros, realizou uma inspecção conjunta a templos e igrejas de todo o território, orientada pelo princípio de que prevenir é a linha de defesa fundamental. A avaliação centrou-se nos riscos de incêndio e nas fragilidades detectadas, com o propósito de promover melhorias imediatas. O organismo cultural assegura pelo menos duas inspecções regulares por ano a cerca de 600 edifícios patrimoniais, reforçadas com acções específicas durante épocas festivas, na estação das chuvas e no período de defesa contra incêndios no inverno.
O reforço da vigilância surge num momento em que fenómenos meteorológicos extremos e catástrofes afectaram diversas regiões, o que motivou um controlo mais apertado da segurança do património. Depois das verificações sistemáticas realizadas em Maio e Junho, a acção conjunta examinou a estrutura dos edifícios, as condições de utilização de electricidade e de fogo e o estado dos equipamentos de combate a incêndios. Foram inspeccionados extintores, bocas de incêndio, iluminação de emergência e detectores de fumo, a par da verificação de cablagens envelhecidas, sobrecargas eléctricas, zonas de queima de incenso, armazenamento de oferendas inflamáveis e vias de evacuação, sem esquecer as instalações de drenagem exigidas pela prevenção de cheias.
A gestão quotidiana é apontada como a barreira essencial contra acidentes, pelo que se apela aos proprietários, utilizadores e responsáveis privados que assumam plenamente o dever de prevenção. Ainda este ano está prevista uma nova ronda de verificação e substituição de sistemas eléctricos e de equipamentos contra incêndios nos templos, bem como o alargamento da formação e dos simulacros de emergência, em coordenação com os bombeiros. A aposta na cooperação entre organismos públicos, comunidades locais, paróquias e comissões de gestão do património afirma-se como o caminho para consolidar, de forma duradoura, a segurança destes espaços.


